domingo, 11 de agosto de 2013

CAMINHOS QUE LEVAM A ALMIRANTE TAMANDARÉ

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO RELATOS DE UM TAMANDAREENSE/HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ, p. 83-86.

De férias, duas semanas para o Natal, aproveitei meu tempo livre para comprar alguns presentes mais sofisticados em Curitiba. Percebendo que eu iria sair, meu pai resolveu ir junto, para levar sua câmera fotográfica digital para arrumar.
Como de costume, peguei a Rodovia dos Minérios (PR-92, trecho Curitiba - Rio Branco do Sul, cujo, o nome oficial é: Rodovia "Conselheiro Kielse Crisóstomo da Silva", denominada apenas em 2007, pela Lei nº 15.439 de 15.01.2007 (D. O. E nº 7400) assinada pelo então Presidente da Câmara Legislativa do Paraná, Hermas Brandão)[1], para chegar até o centro da capital. 
No percurso ele começou a me contar. Que quando ele era piá, a Rodovia dos Minérios era conhecida como Estrada Estratégica, que começava no Cemitério do Abranches em Curitiba e ia até Rio Branco do Sul. A qual foi construída pela CCPRB (Companhia de Cimento Portland Rio Branco), em parceria com o Estado, na época governado pelo Sr. Bento Munhoz da Rocha Neto. Sendo que ela só foi aberta em 1953 e finalizada em abril de 1955[2], pelos funcionários denominados de arigós. Porém, só em 1968, na gestão do Sr. Paulo Cruz Pimentel, que ela foi asfaltada.
Antes disso, o caminho era feito pela Estrada do Assungui (com dois “SS”), que começava no Largo da Ordem, em Curitiba (atual Av. Mateus Leme), que remonta o século XIX. Já dentro do município de Almirante Tamandaré, se prolongava pela atual Av. Wadislau Bugalski. Continuando pela contemporânea Rua Rachel C. Siqueira até a Rua Pedro Teixeira Alves que seguia em direção a Rua Antonio Gedeão Tozin até chegar à região do atual Sindicato dos Comerciários no Boixininga (trecho de estrada que foi asfaltada na gestão do Prefeito Roberto Luiz Perussi: 1989/1992. Mas que se perdeu, devido à má conservação da via pavimentada), onde se ligava a Estrada da Volta Grande margeando a atual ferrovia (atualmente só existe um pedaço dela denominada de Rua Gustavo Joppert). A qual se liga a Rua Antonio Stocchero no Bairro da Tranqueira, (o qual foi assim denominado, devido a um posto de cobrança de tributos, que fechava a estrada com uma cancela).  Que se prolongava até a divisa com a contemporânea cidade de Itaperuçu (que na época era Votuverava (Rio Branco do Sul) e seguia seu destino até a Colônia Assungui (atual município de Cerro Azul). 
Até 1930 a estrada original do Assungui que passava margeando a ferrovia em seu Km 25 na região do Boixininga (conhecida como Volta Grande), que passava pela propriedade de Pedro Brotto de Andrade (atual Sindicato) possuía livre passagem. Porém, com o advento da Revolução este trecho da estrada foi fechado, e nunca mais foi aberto. O qual gerou protesto do comerciante de madeira e lenha Domingos Abdalla da localidade do Itaperuçu no município de Votuverava, que na argumentação de seu requerimento junto à Prefeitura de Tamandaré, cita que por 18 anos utilizou aquele trecho para o transporte de madeira. E que com seu fechamento, necessita fazer uma volta muito grande, o que dificulta seu trabalho[3].   
Por esta estrada, em tempos que o transporte era feito por carroças, a cavalo e a pé. A rotina só era quebrada, quando passava a boiada, vindas do Assungui, com destino ao Frigorífico Blumenau (localizado no contemporâneo Bairro São Lourenço), onde hoje é o Supermercado Mercadorama, ao lado do Parque São Lourenço, que nesta época era um curtume. 
Em mapas de 1890, ganha destaque a localidade de Botiatuba em Curitiba. Pois, a mesma era um importante local estratégico para o pouso dos tropeiros e de suas boiadas, que paravam nos campos de pastagem do senhor Leão Zeigelboim onde hoje é o Recanto Marista (Parque Santa Maria), que ficava as margens da Estrada do Assungui. Também, foram beneficiadas por esta estrada, as localidades de Areias e Tranqueira, que podem já ser identificadas em mapas da década de 1900[4]. 

(O patrono do trecho da antiga Estrada do Assungui (Taboão-Sede) Vereador Wadislau Bugalski ao centro, neto do professor Ignácio Lipski. Na foto do seu lado direito sua esposa Lucia Sandri Bugalski e os filhos Maria Helena, João Carlos, Martim Afonso, Rogério Fernando e Maria Luiza/Fonte: Jornal do Bugalski (informativo de divulgação de campanha eleitoral), setembro de 1992). 


[1]              DEPARTAMENTO DE ESTRADA E RODAGEM – PARANÁ. Rodovias Estaduais. Disponível em: < http://www.der.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=21> Acesso em: 12 Dez. 2010.
[2]              REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Expedição Cientifica a Serra de Paranapiacaba e ao Alto da Ribeira (Cel. João de Mello Moraes). Ed. IBGE, Ano XIX, julho - setembro de 1957, nº 3, p.10.  
[3]              Arquivo de Requerimento apresentado a Prefeitura municipal de Tamandaré à contar de 11 de novembro a 30 de dezembro de 1931.
[4]              INSTITUTO DE TERRAS, CARTOGRAFIA e FLORESTAS DO ESTADO DO PARANÁ. Coletânia de mapas históricos do Paraná. 2.ed. Curitiba: ITCF, 2006, p. 11, 15 e 19.   

sábado, 10 de agosto de 2013

A HISTÓRICA CAPELINHA (ORATÓRIO) DO PACOTUBA.

No começo da velha estrada do Pacotuba existe um fragmento que marca a religiosidade dos pioneiros portugueses e imigrantes poloneses, estabelecidos pioneiramente na região que também ajudaram a escrever a história do povoamento da cidade, é a Capelinha do Pacotuba, construída em 1929 por um grupo de poloneses da Sociedade Tadeusz Kokszko. A qual, também serve como um marco, que indica que ali era um pequeno cemitério, onde foram enterrados alguns filhos de moradores pioneiros da região (os recém-nascidos Adão e José Kotovski e o João Antônio Brzezinski). Fora outras crianças e pessoas não identificadas, cuja, segundo informações, se colocava uma cruz azul na sepultura dos meninos, e uma cruz rosa na sepultura das meninas.
Um fato interessante que marcou a Capelinha foi à depredação que ela sofreu por fanáticos religiosos, a qual se deu no furto e destruição de uma imagem de São João, a qual seus pedaços foram jogados no terreno da senhora Doroti Dugonski. Este ato de vandalismo foi motivado pelo fato desses fundamentalistas repudiarem o culto a imagens. Depois de algum tempo, foi doada uma imagem de São João Batista, que permaneceu intacta até a década passada, quando provavelmente um grupo de vândalo, sem motivação alguma consumiram com a imagem. É por este motivo que a Capelinha do Pacotuba, é denominada oficialmente como Oratório São João Batista.
Colaboraram com a construção da histórica capelinha: o Sr. Martin Bugalski, que dou o terreno. Já os Senhores: Itaciano José Siqueira, Pedro Polanisnski, Martin Bugalski, Francisco Postareck, Joaquim de Barros Teixeira, Bernardo Brzezinski e meu bisavô paterno Damião Kotoviski, doaram recursos financeiros, o qual foi utilizado pelo Senhor. Tomas Sopa, no desempenhar de seu trabalho em construí-la e pintá-la  originalmente de amarelo.
A doação do terreno feita pelo senhor Martin Bugalski, e ocorreu em necessidade de pessoas, que por motivos religiosos, pela falta de cemitério ou por não conseguirem pagar o atestado de óbito, lhe geravam o problema de não conseguir sepultar seus entes queridos em um cemitério oficial. Sendo assim, estes eram enterrados nas proximidades, já dentro do terreno de seu Martim, percebendo este fato o generoso cidadão, resolveu ceder um pouco mais o terreno destinado para este fim.
No ano inicial do século XXI (2001), a capelinha foi mudada alguns metros de lugar e cuidada pelo empresário Reinaldo de Mello até a presente data. No entanto, no ano de 2002, minha mãe, a Dra. Mestra Professora Josélia Aparecida Kotoviski, desenvolveu um projeto de pesquisa com seus alunos do Colégio Estadual Jardim Paraíso, onde um dos objetivos era dar fundamentação histórica notória, para o tombamento histórico municipal do Oratório. O qual recebeu o apoio e posteriormente foi pleiteado, junto á Câmara Municipal de Almirante Tamandaré, pela então Vereadora Clarice Gulin (neta de Damião Kotoviski e uma das primeiras mulheres eleitas para o cargo de vereador na história do município, na gestão 2001 até 2004).
Porém, só em 25 de junho de 2005, no primeiro mandato do Prefeito Vilson Rogério Goinski, (que a principio é descendente de poloneses), o Oratório São João Batista foi reconhecidamente e merecidamente restaurado.
(Solenidade de Restauração da Capelinha do Pacotuba/o Sr. Estanislau Pupia, Dona Noêmia Kotoviski, nora do saudoso Damião Kotoviski que ajudou a construir a capelinha, ao fundo alunos da Professora Josélia Kotovski (nora de dona Noêmia), o Prefeito Vilson Goinski, e a ex-vereadora Clarice Gulin (filha de dona Noêmia)/Foto: Ari Dias, Junho 2005).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A Questão do loteamento São João Batista.

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO RELATOS DE UM TAMANDAREENSE/A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ - PR (p. 79-80) 

Após 57 anos passados desde um providencial acordo que a princípio facilitaria a vida dos moradores da localidade do Jardim São João Batista que era administrado pela Prefeitura de Rio Branco do Sul, mas que na delimitação oficial pertencia a Almirante Tamandaré ocorreu que no ano de 2003, o município de Almirante Tamandaré, na gestão do então prefeito Cezar Manfron, reivindicou formalmente junto ao Tribunal Regional Eleitoral, que fossem transferidas para o município tamandareense as respectivas secções eleitorais. Cujo, o principal objetivo era que os votos para o pleito de Prefeito e Vereadores, nas eleições de 2004 já fossem computados para os candidatos daquele município[1].

Em defesa dos interesses do Município de Rio Branco do Sul, que por 57 anos investiram na localidade que não lhe pertencia oficialmente, mas que estava atendendo uma população aproximada de 4.600 pessoas. A Câmara Municipal rio-branquense desenvolveu um estudo, com farta documentação, argumentando que a referida transferência pleiteada pelo município de Almirante Tamandaré, não poderia ser provida sem que fosse ouvida a população (plebiscito). Já que supostamente seriam os que sofreriam a consequência direta daquela mudança.

Mesmo ocorrendo um parecer favorável da Assembleia Legislativa através do relator Deputado Durval Amaral, em referencia ao plebiscito, nada ocorreu, e o pedido pleiteado por Almirante Tamandaré, lhe foi concedido.

Já no ano de 2005, atendendo as antigas reivindicações dos moradores do Jardim São João Batista. Os quais começaram a sofrer com as consequências da disputa territorial, e por este motivo pararam de receber de forma adequada os serviços públicos do município que pertencia, até então território não oficial de Rio Branco do Sul. Diante desta circunstancia, o prefeito tamandareense Vilson Goinski, acolheu aos apelos populares e assumiu a responsabilidade pela localidade.

Mas isto se deu após a assinatura de um acordo de desistência da área em questão. Feito  junto ao Ministério Público das duas Comarcas, e com a presença dos prefeitos das duas cidades (Vilson Goinski e Amauri Johnson). O qual o Município de Rio Branco do Sul, restabelecia a posse do Jardim São João Batista oficialmente a Almirante Tamandaré.

Diante deste histórico fato, se concretiza a efetivação da área do Jardim São João Batista como de responsabilidade legal do município, através da   Lei nº 1342 de 14 de maio de 2008 de Almirante Tamandaré, que estabeleceu nova delimitação dos bairros do município além de dar outras providências[2]. Neste contexto, a  localidade passou a pertencer ao território de Almirante Tamandaré oficialmente. Mas especificamente ao território do Bairro de Areias.


[1] CÂMARA MUNICIPAL DE RIO BRANCO DO SUL. Loteamento São João Batista.

[2] LEIS MUNICIPAIS. Lei nº 1342 de 14 de maio de 2008 de Almirante Tamandaré. Disponível em: < http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showinglaw.pl > Acesso em: 10 Dez. 2010.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

FOLHA DE TAMANDARÉ, nº 772, 09 a 16/05/2013



Uma última homenagem

Reimundo Prestes de Siqueira popularmente conhecido por Neninho Siqueira, não é apenas o pai do prefeito Aldnei Siqueira. Mas foi uma personalidade da sociedade tamandareense de muito destaque e respeito. Foi pioneiramente eleito vereador com 447 votos no pleito de 15 de novembro de 1976 representando a ARENA e reeleito vereador nas eleições de 15 de novembro de 1982 com 579 votos representando o PDS. Quatorze anos depois em 03 de outubro de 1996 pleiteou a vereança pelo PPB e se elegeu com 529 votos, sendo reeleito ao mesmo cargo nas eleições de 01 de outubro de 2000 com 829 votos, a qual lhe possibilitou o seu último mandato, já que, a eleição seguinte ao cargo legislativo foi disputada e ganha por seu filho Aldnei.

Seu Neninho era um homem simples, mas que carregava a tradição política no sangue, pois ele era neto do Capitão Randolpho de Siqueira (Inspetor de Ensino na década de 1920) com a sra. Brasilia de Siqueira, que por sua vez era irmão do Prefeito e Camarista da velha vila de Tamandaré Serzedello de Siqueira, sendo ambos filho de um total de sete do Capitão Antônio Candido de Siqueira que assinou a Ata de Fundação do Município, Vogal do Conselho de Intendência da recém criada Vila de Tamandaré e Primeiro Prefeito eleito em 1892 que era casado com a sra. Luiza de Oliveira (irmã do Coronel João Candido de Oliveira). 

Tamandareense nato, seu Neninho contraiu matrimonio com a Professora Dolores Siqueira, com quem teve três filhos: Aldnei Siqueira, atual prefeito, Jocimari Siqueira (in memória) e Eduardo Henrique. Escreveu seu último parágrafo de sua história na vida pública ocupando o cargo de Secretário de Obras do Município. 

Antonio Ilson Kotoviski Filho é professor de História, Bacharel em História, Especialista em História do Brasil, Mestre em Ciências da Educação, Bacharel em Direito, historiador e poeta.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A INSTALAÇÃO DA COMARCA DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

Quarenta e três anos depois do restabelecimento da autonomia municipal, a partir da Lei 9309/90 assinada pelo então Governador Álvaro Fernandes Dias, publicada no Diário Oficial do Estado do Paraná, nº 3300, de 05 de julho de 1990, a cidade é elevada a categoria de Comarca.
Inicialmente em homenagem aos 104 anos de aniversário de Almirante Tamandaré, foi entregue ao povo tamandareense, o Fórum da Comarca de Almirante Tamandaré, em 28 de outubro de 1993, na gestão do Prefeito Municipal Cide Gulin (Arcidíneo Félix Gulin).pe outubro de 1993, esndo nadarnse  Porém, pela falta de uma casa destinada ao Juiz, a Comarca não funcionou até resolver este problema burocrático.

Apenas com o Decreto Judiciário nº 598 de 15 de setembro de 1995, assinado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, o então Desembargador Claudio Nunes do Nascimento, ocorre de fato à instalação da Comarca no Município. Oficialmente entregue às onze horas da manhã do dia 28 de outubro de 1995 ao então prefeito Cide Gulin (Arcidíneo Félix Gulin) pelos Deputados Estaduais Aníbal Khury e Algaci  Túlio e o Desembargador Claudio Nunes do Nascimento, em comemoração aos 106 anos de Almirante Tamandaré. A qual foi criada para atender a crescente demanda judicial, que afogava a Comarca de Rio Branco do Sul, a qual o município tamandareense estava integrado jurisdicionalmente. Assumia como primeiro juiz da Comarca de Almirante Tamandaré que também abrangia  com jurisdição a cidade de Campo Magro, o Dr. Osvaldo Nallim Duarte, já que a Dra. Ketib Astir José teria apenas sido designada com o status de Juíza Substituta.
O primeiro ato da comarca foi realizado sob o protocolo nº001/95, cujo feito, foi possibilitado ao Dr. Wilson de Paula Cavalheiro, cidadão ilustre tamandareense, advogado de profissão, e vereador da cidade na gestão 1996-2000.  
(Solenidade de Inauguração do Fórum. Rompendo a faixa inaugural: prefeito Cide Gulin, Deputado Aníbal Khury, e Deputado Algaci Túlio/ Foto: Folha de Tamandaré, 28 de novembro de 1995).



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Autoridades pioneiras do município de Timoneira.

Com o advento da criação do município de Timoneira em 11 de outubro de 1947, a primeira autoridade foi João Baptista de Siqueira, porém ele foi indicado para organizar o município para realizar a primeira eleição onde se definiriam as autoridades permanentes. Diante disso na gestão do prefeito eleito João Wolf, ficou assim distribuídos os cargos públicos.   
Eram autoridades no município na gestão do Prefeito João Wolf (Filho de Fredolin Wolf): Senhora Ildemar Irene Wolf (presidente da APMI 1949-1951); Jaci Real Prado de Oliveira (Presidente da Secção Municipal da Legião Brasileira de Assistência, 1951); Doutor Eliseo Bittencourt de Camargo (Médico Chefe do Subposto de Higiene (1948-1950) e o Doutor Fernando Veiga Ribeiro assistente do Posto de Puericultura (1951); Delegados: Angelo Brotto Sobrinho (1951) e Generoso Candido de Oliveira em 1951. Inspetor de Ensino em 1950: Professor Odair do Amaral e Silva e posteriormente seu Harley Clóvis Stocchero; Juiz de Paz: Antonio A. da Silva Guedes; Coletores Estaduais: Antonio de Araújo Junior 1948/1949, Arnaldo Pisseti (1950/1951). Fiscal Classificado de produtos da Secretaria de Agricultura: Zair Candido de Oliveira (1951); Juiz Eleitoral Preparador: Adelmar Teixeira (1951); Agente de Estatísticas: Domingos Arnaldo Péres (1948e 1949), Antonio Johnson (1949-1951); Secretário-Contador da Prefeitura; Didio Santos (1948 a 1951); Agente do Departamento de Correio e Telégrafos: Rosa Scucato Ziocowski (1948 a1951); Guarda Sanitário do Posto Misto de Higiene: Galdino Arruda; Agente da R.V.P.S.C.: Ismael Pinto (1948 a 1951) e Oficial do Registro Civil: Lauro Baptista de Siqueira. No Distrito de Campo Magro era o Subinspetor Escolar: João Favoreto e o Oficial do Registro Civil era o Senhor Rubens Torres[1]. 
Os integrantes da Câmara Municipal de Timoneira, ficou composta da seguinte maneira: Lauro Baptista de Siqueira, (PSD) com 230 votos; João Batista de Santa, (PSD) com 79 votos; Estefano Witoslawski, (PSD) com 72 votos; Frederico Manfron, (PSD) com 38 votos; Miguel Freitas, (PSD) com 35 votos; Hemetério Torres, (UDN) 175 votos; Sebastião Zem, (UDN) 105 votos; José Ziolkowiski, (UDN) com 70 votos e Angelo Broto Sobrinho, (UDN) 49 votos[2]



[1]              Arquivo de Requerimento apresentado a Prefeitura municipal de Tamandaré à contar de 11 de novembro a 30 de dezembro de 1931.
[2]              TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO PARANÁ. Resultado das eleições de 11 de novembro de 1947. Disponível em:< http://www.tre-pr.jus.br/internet2/tre/estatico/eleicoes/anteriores/index.jsp > Acesso em: 11 Dez. 2010.       




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Bairro Marmeleiro

(Casa da Família Trevisan no Bairro do Marmeleiro. Na parte inferior na década de 1950 funcionava uma mercearia/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, abril 2011).   

O Bairro Marmeleiro é uns dos mais antigos povoamentos da cidade. Pois, por ser uma região que faz divisa com as nascentes do Rio Passaúna, provavelmente esta localidade foi um acampamento de expedições que buscavam o ouro desde o século XVII. Porém seu povoamento se deu já em meados do século XVIII. Seu nome é um fitotopônimo, que se liga a árvore da família das rosáceas com denominação de “Pé de Marmelo” ou Marmeleiro. Muito provavelmente, os primeiros desbravadores para identificar o local e criar um ponto de referencia observaram uma concentração notória desta árvore no local e batizaram com este nome. Sua área atual corresponde a 6,81 km².
(Placa tradicional de 26 de setembro de 1996 no Bairro do Marmeleiro, demonstrando que a área que pertence a Família Trevisan possui uma história centenária/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, abril de 2011).

domingo, 4 de agosto de 2013

OS PRIMEIROS PASSOS DO COMÉRCIO EM ALMIRANTE TAMANDARÉ

TRECHO EXTRAÍDO DA OBRA RELATOS DE UM TAMANDAREENSE. A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ (p. 437-440)  

As facilidades encontradas na atualidade para comprar o que queremos. Faz-nos esquecer dos tempos em que mesmo tendo dinheiro, nem sempre era possível adquirir na hora ou em dias o que se desejava. Não raro, é nos zangarmos, quando surge a necessidade de ir até a capital para buscar algum objeto, não disponível na cidade. Porém, nos dias de hoje a locomoção é tão fácil e rápido para a capital, que às vezes até deixamos de privilegiar o comercio local.
O comércio na região onde se encontra Almirante Tamandaré praticamente apareceu junto ao aventureiro que por estas bandas vieram atrás do ouro no século XVII. Pois, a busca pelo ouro, não se contemplava em dias, mas sim em anos. Diante disso, os pequenos arraias por servirem de pouso ao aventureiro cansado, já que era sua base e onde se localizava seu domicilio, com certeza dispunha de algum pequeno comércio ou atividade comercial ambulante, que fornecia o necessário para a sobrevivência daquele povoamento. Porém, provavelmente limitado a ferramentas vendidas sobre encomenda, couro, tecido, vinho,..., ou seja, produtos, que a principio, não eram produzidos na localidade.
Nesses tempos, muitos negócios eram feitos a base do escambo (troca). Às vezes o aventureiro trazia alguma “droga do sertão” (erva-mate, hortelã,...,), que eram trocadas por alguns metros de tecido, por exemplo. Ou seja, não era comum circular dinheiro nesses tempos.
As coisas mudaram com o advento da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, onde apareceram os primeiros armazéns do Primeiro Planalto Paranaense. Diante desse fato, produtos novos foram aparecendo, trazidos por vendedores da Capital que se deslocavam com carroças cheias de produtos, para serem vendidos ou trocados nas localidades mais afastada da Vil
a (Curitiba).
Já no século XIX, começaram a aparecer na região da Freguesia do Pacotuba, armazéns bem abastecidos. No entanto, nas localidades mais afastadas o comércio era feito através de vendedores que passavam nestas localidades. Ou os moradores se deslocavam até o armazém mais próximo para comprar o produto que necessitava. Porém, às vezes encomendava alguma coisa a alguém que estivesse indo até a Freguesia ou a capital.
Existem relatos, que já em meados do século XIX, existia na região do Botiatuba, uma mercearia pertencente ao Sr. José Real Prado (Cônsul da Espanha em Curitiba), que era avó do Sr. José Real Prado Sobrinho casado com dona Izalita Rodrigues do Couto Prado, que nasceu em 1909, e relatou em 2002 este fato[1].
Outra mercearia existente na região no final do século XIX, provavelmente em 1876, era a mercearia do português Teholindo Baptista de Siqueira casado com a senhora Rachel Cândido de Siqueira, onde neste estabelecimento além de provimentos alimentares e ferramenta, existiam fazendas de sedas, fio de casimira. Era uma mercearia muito movimentada, que dava pouso aos tropeiros que vinham do Assungui controlando as boiadas. Pois, a mercearia de dona Rachel, ficava bem as margens da Estrada do Assungui (na atual esquina da Rua Frei Mauro com a Rua Rachel Candido de Siqueira, onde existem as ruínas de uma antiga construção)[2]. 
Já em 1912, o Sr. Domingos Scucato, se estabelece na cidade, abrindo um armazém de secos e molhados, armarinhos e fazendas. Ou seja, foi um dos maiores e mais completos armazéns da Villa de Tamandaré, o qual possuía uma enorme variedade de produtos (desde ferramentas a gasolina). Ficava no antigo cruzamento da atual Rua Coronel João Candido de Oliveira, com a Estrada do Assungui (ao lado da ponte do Rio Barigui)[3].

Armazém de secos e molhados que estava localizado na atual Rua Coronel João Candido de Oliveira do Senhor Domingos Scucato (Não existe mais). Antonio Scucato, sentada Dona Maria Scucato Siqueira, atrás Rosa Scucato ao lado de João Scucato (Joani), sentada a Senhora Pechina Coradin, em pé atrás a senhorita Piera Scucato Alves, sentado João Coradim, Domingos Scucato, a criança Margarida Scucato, dona Ana Caradim Scucato e a criança Tereza Scucato Alves/Foto: acervo particular da Família Viana.  

[1]              Relato de Izalita Rodrigues do Couto Prado, 2002.
[2]              Relatos de seu Generoso Candido de Oliveira, 2002. Joel de Siqueira, 2001.
[3]              TRIBUNA DOS MINÉRIOS. Centenário de Domingos Scucato/por Virginia Siqueira Neta.  Ano XII, nº 278, 23 de setembro de 1979.    

sábado, 3 de agosto de 2013

OS PRIMEIROS "CIVILIZADOS" EM TERRAS PARANAENSE

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO RELATOS DE UM TAMANDAREENSE. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ (p.46-49).

Pela História oficial, o território luso na porção meridional da América, não começou ser colonizado imediatamente após seu descobrimento. Esta situação ocorria, porque o Reino de Portugal desfrutava de um importante e lucrativo comércio ultramarino, com suas feitorias fundadas nas regiões costeiras das atuais nações da China, Japão, Índia, Arábia, Angola, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, além de outras localidades distribuídas pela região do Oriente. Diante deste fato, a  América pouco lhe servia, pois, não possuía algo relevante para ser explorado comercialmente, com exceção do pau-brasil.
Naquela época, muitas nações não concordavam com a divisão do mundo, tratada pelos reinos ibéricos. Por este motivo, não a respeitavam. Então, não raro, foi à presença francesa no litoral Brasileiro, que a principio também vinham buscar pau-brasil, e empreender busca a outras coisas comercializáveis na Europa.
Conhecedor deste fato e de e que a Espanha já organizava expedições, que saiam da costa oeste da América em direção a leste. Além de noticias sobre ouro e prata encontrado pelos espanhóis em território Inca e Asteca e principalmente porque o monopólio do comércio com o oriente já estava sendo perdido, o então rei de Portugal, Dom João III, viu a necessidade de proteger o território americano. Para realizar isto, teria que formar povoamentos no território de futuro tão promissor. Mas para colonizar, teria que investir. Percebendo que seria caro tal empreendimento, Dom João escolheu nobres de sua extrema confiança, e lhes doou quinze grandes lotes de terras na América, as quais deveriam ser providas, protegidas e gerar lucros. Mas tudo, a partir de recursos bancados pelos próprios donatários. Resumindo, se fazia assim a primeira forma de organização administrativa no Brasil, o qual é conhecido como sistema de Capitanias Hereditárias. As quais, a Capitania de São Vicente e a de Santana, foram as que se dispuseram em parte, sobre o atual território paranaense.
Porém, antes da chegada, de Martim Afonso de Souza para tomar posse da Capitania de São Vicente, em 21 de janeiro de 1532. Já era de conhecimento, que já existiam portugueses morando neste território muito antes de 1531, provavelmente aventureiros que pertenciam a então expedição de Aleixo Garcia e náufragos que vieram parar nestas terras anos após a descoberta da nova terra por Cabral.
Estes portugueses antecessores de Martim de Souza formaram pequenas vilas (ainda não oficializadas, mas denominadas como vilas) nas regiões da capitania, e viviam junto com os índios destas regiões. Seus primeiros trabalhos na nova terra era um trabalho de agricultura, já que provavelmente estes homens vinham de regiões agrícolas de Portugal. A caça de escravos índios também era utilizada por esses primeiros homens em terras brasileiras, já que o porto de São Vicente (antes da chegada de Martin Affonso) era conhecido como um porto de escravos. Esses homens que habitavam não só a região de São Vicente. Mas também outros portos mais ao sul (Capitania de Santana, doada a Pero Lopes), provavelmente vieram de naus clandestinas que vinham em busca de terras e procuravam chegar ao rio da Prata, tanto que em alguns portos da mesma época também se encontravam náufragos espanhóis.
Martim Affonso de Sousa não permaneceu no Brasil e voltou a Portugal, mas deixou muitos de seus homens em terras brasileiras, como por exemplo: Braz Cubas que depois se tornou capitão-mor da capitania. Esses homens que ficaram foram aqueles que realmente começaram a colonizar mais intensificamente a capitania de São Vicente, pois começaram a comandar e a organizar a nova terra descoberta.
Independente da data, já era notória a presença do “homem europeu” no litoral próximo as atuais terras paranaenses. No entanto, mesmo nas regiões onde não havia traços de povoamentos, já era notório que uma das atividades principais dos habitantes da Capitania, era a busca por índios e metais preciosos.
Pois, o que motivava o português vir para a colônia, não era o sonho de uma vida nova no Brasil, mas sim, o enriquecimento, fama e reconhecimento, pelas suas façanhas. As quais lhes trariam o respeito e a honra perdida em Portugal. Ou seja, os  colonos que vieram para o Brasil, e ficaram até a sua independência, não vieram para ficar. Mas para um dia voltarem para Portugal, agraciados de fama e fortuna[1].
No entanto, o problema é que uma grande maioria não voltou, e aqui ficou alimentando o sonho de um dia voltar, e agindo como se fosse um dia voltar, pois, nada faziam para melhorar ou facilitar sua “estadia” em terras brasileira.
Talvez este comportamento explique, porque hoje, muitos dos que passam e em pouco tempo se vão de Almirante Tamandaré para outros locais, nada deixam de colaboração para melhorar a cidade. Pois, “porque fazer se daqui a algum tempo não vou mais morar aqui!” Esta atitude de outrora, hoje ainda é repetida. Maldita herança deixada por estes gafanhotos.
Porém, foi este comportamento ingrato, que mais motivou e deu coragem aos pioneiros colonos, a desbravar as terras paranaenses e consequentemente, deixar suas marcas pelos caminhos.  Sendo que, na ânsia pela fortuna e fama, muitos esqueceram o tempo, e foram absorvidos e acorrentados pelo chão que vieram “parasitar”.



[1]              SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil. 4ª Ed. São Paulo, Ed. Melhoramentos, 1965, p.59.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FOLHA DE TAMANDARÉ nº 770, 22 a 30/04/2013.

ORIGEM DA PALAVRA TAMANDARÉ

Dia 19 de abril foi comemorado o Dia do Índio, um dia que possui um significado maior que a sua própria literalidade, pois nele esta refletido entre outras importantes coisas, as colaborações legadas para a cultura que permeia o povo brasileiro. Neste contexto, a denominação que a cidade possui tem origem na língua nativa. Porém, não na local (Tingui), mas na do povo Tupinambá.
“Sumé era o pai dos gêmeos Tamandaré e Aricute. Tamandaré era calmo e vivia para cuidar da família. Já Aricute era um guerreiro valente que gostava de guerrear.
Certo dia, Aricute ao regressar de uma batalha, insultou seu irmão Tamandaré, atirando contra sua cabana o braço de um inimigo que havia decepado. Irritado, Tamandaré bateu com o pé no chão, fazendo nascer uma fonte de água que inundou a Terra.
Quando as águas começaram a subir, os índios procuraram o cume dos montes, tentando salvar-se. Tamandaré, que já fora advertido pelo deus Tupã da iminência do dilúvio, pediu aos fugitivos que permanecessem na planície. Mas ninguém lhe ouviu. Somente Tamandaré ficou e subiu com sua esposa numa palmeira bem alta.
A terra sumiu e até as montanhas foram cobertas pelas águas. Só se avistava água e o colmo da palmeira que sustentava Tamandaré e sua esposa, flutuando á tona. Quando cessou a inundação, eles desceram e povoaram novamente toda a terra.
O povo tupinambá possui a crença que descendem de Tamandaré (Tamendonaré). Ou seja, Tamandaré, é o Noé dos indígenas, e significa aquele que repovoou a terra”.
A presente introdução é uma lenda do povo Tupinambá que habitava o litoral pernambucano, local de origem da palavra Tamandaré que denomina a cidade e gênese do título nobiliárquico oficializado em 14 de março 1860 em um contexto prestado em forma de homenagem por iniciativa de D. Pedro II ao oficial maior da Marinha do Brasil Joaquim Marques Lisboa (Almirante Tamandaré). Que relembra com esta, o lugar em que com bravura, havia tombado o irmão do Almirante, o Major Manoel Marques de Lisboa, quando este chefiava a defesa do porto de Tamandaré, na costa pernambucana.
Já a palavra “Tamandaré” é uma expressão que possui uma variação em tupi que nasce da expressão “tamanda-ré” e também de outra versão “t’-amana-ri”, mas que significa dentro de uma contemplação ampla: “que veio depois da chuva”. Ou em tupinambá “Tamendonaré”, que possui o mesmo significado e uma variante (que veio depois da chuva ou povoador da terra). Estes significados possuem origem no personagem Tamendonaré (Tamandaré) que faz parte de uma lenda Tupinambá. Ou seja, não existe relação alguma entre o nome da cidade e sua origem no dialeto tingui.


Antonio Ilson Kotoviski Filho é professor de História, Bacharel em História, Especialista em História do Brasil, Mestre em Ciências da Educação, Bacharel em Direito, historiador e poeta. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UMA PÁGINA HISTÓRICA NO FUTEBOL BRASILEIRO ESCRITA PELO CORITIBA

O dia 31 de julho de 1985 foi marcado por um fato histórico escrito por uma instituição centenária esportiva paranaense, eis que em pleno Maracanã o Coritiba se tornava campeão brasileiro pela primeira vez.

A História do Campeonato Brasileiro no qual o Coxa se tornaria campeão começou no dia 27 de janeiro de 1985, quando o Coritiba enfrentou o São Paulo no Couto Pereira e venceu por 3x1 com dois gols de Índio e um de Tóbi, sob o comando do técnico Dino Sani, que cairia após duas derrotas nos jogos seguintes.

Dirceu Krüger foi o técnico interino na partida contra o Goiás, em 10 de fevereiro, que terminaria empatada, enquanto acertava a contratação, em definitivo, de Ênio Andrade para o restante do campeonato.

Mas Ênio não começaria bem, foram vários tropeços até acertar a equipe que, no total jogou 29 partidas, vencendo 12, empatando 7 e perdendo 10. Foram 25 gols marcados e 27 sofridos.

A Grande final foi disputada em partida única em 31 de Julho de 1985 no Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)

PÚBLICO PAGANTE: 91.527       

CORITIBA 1 x 1 BANGÚ / RJ (penais 6 x 5)
Arbitro: Romualdo Arppi Filho (SP); Gols: Indio aos 25 e Lulinha aos 35 do 1o. tempo.
C. Amarelo: Mário, Gomes, Dida e Rafael.

CORITIBA: Rafael, André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir (Vavá), Marildo (Marco Aurélio) e Tóbi; Lela, Índio e Édson. Técnico: Ênio Andrade


BANGÚ /RJ: Gilmar, Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha (Gílson) e Mário; Marinho, João Cláudio (Pingo) e Ado. Técnico: Moisés.