domingo, 12 de janeiro de 2014

Transporte coletivo que serviu Almirante Tamandaré pioneiramente.

TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:


Na “Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Almirante Tamandaré, PR. IBGE, Vol. XXXI Paraná, 1959”, p. 26, é observado que na década de 1950, com a construção da Rodovia Estratégica, o transporte rodoviário melhorou a ponto de surgir uma empresa de ônibus (Expresso Rio Branco), que transportava pessoas de Tamandaré até Curitiba. Porém, como o ônibus só passava pelo trajeto da rodovia, os moradores do centro de Tamandaré tinham que ir até onde hoje fica o Portal de Almirante Tamandaré, no trevo para pegar o ônibus que passava apenas duas vezes por dia. Ou seja, vinha de Rio Branco do Sul catando o pessoal, e depois à tarde voltava em direção a Rio Branco do Sul.
Com o advento da crescente industrialização da capital que se refletia em todos os setores da economia na década de 1960, ocorreu um aceleramento da urbanização. Um dos setores atingidos e que deveria ser modernizado rapidamente foi o do transporte coletivo, o qual era o principal responsável em dar condição para que as pessoas conseguissem chegar até seus empregos.
A “Tribuna dos Minérios. Johnson inaugura linha de ônibus. Almirante Tamandaré, nº 101, 21 de julho de 1972”, capa e p. 3, noticiou que na data de 02 de julho de 1972, às 11h00, no Parque São Jorge, era inaugurado pelo Prefeito Antônio Johnson, a pioneira linha de ônibus Parque São Jorge/Curitiba via Estrada da Cachoeira, que funcionava em dois horários: manhã e noite. A prestadora deste serviço era a Auto Viação Copa Verde. Porém, era uma prestação de serviço que não estava legalizada pelo DER no momento, como nunca foi.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Os Subcomissários de Tamandaré

O cargo de Comissário e Subcomissário de polícia não era muito bem recebido pelas pessoas, como é possível perceber no “Relatório do Chefe de Polícia Interino Benedicto Pereira da Silva Carrão enviado ao Secretário dos Negócios do Interior, Justiça e Instrucção Pública do Paraná, em 30 de setembro de 1895”, p. 8:“Como sempre, e actualmente ainda mais pronunciada, é a negação por parte de pessoas qualificadas, de respeito e de posição social, para os cargos de autoridades policiais no Estado do Paraná.
Por empenho, apellando muitas vezes para o sentimento de amizade particular, tendo conseguido que alguns cidadãos de accenttuada posição acceitem os cargos policiaes, em que são verdadeiras garantias.
É por isso de toda a justiça que tributemos n’este capítulo os louvores aos cidadãos que sem retribuição pecuniária alguma, com dedicação e desinteresse achão-se servindo cargos policiaes em diversos districto de nosso Estado”.
Em decorrência da não simpatia pelo cargo, geralmente era o Subcomissário o cargo oferecido na Vila de Tamandaré, e o município era um Distrito Policial subordinado ao Termo de Curitiba, indicado pelo Prefeito ao Chefe de Polícia, que solicitava a nomeação deste para o governador, como definia o Artigo nº 177, da Lei nº 191, de 14 de fevereiro de 1896.
Segundo consta em um “Termo de Bem Viver” lavrado oficialmente no Cartório de Pacotuba, em 27 de janeiro de 1877, respondia ao cargo de Subdelegado do Distrito de Pacotuba, o Sr. Gustavo Von Krüger.
O jornal “O Paranaense, de 07 de agosto de 1881”, informava a nomeação de Theolindo Baptista de Siqueira para o cargo de subdelegado do Distrito de Pacotuba.
No ano de 1889, para atender o Distrito do Pacotuba é nomeado Subdelegado o Capitão Antônio Candido de Siqueira. Após, em 15 de julho de 1890, é nomeado ao cargo o Sr. Manoel Francisco Dias.
Em março de 1891 foi nomeado subdelegado do Distrito de Tamandaré João Candido de Oliveira, sendo depois exonerado em 1º de abril de 1890 junto com o suplente Frederico Augusto de Souza e Vasconcellos. Diante disso, por Ato Governamental, de 17 de abril de 1891, foram nomeados como 1º, 2º e 3º suplentes do subdelegado os respectivos Srs.: Souza Machado, Mathias Propryá e Manoel Ignacio de Faria Sobrinho.
Em 04 de junho de 1892, foi nomeado o Subcomissário do Distrito Policial de Tamandaré, Tibúrcio de Paula Cabral, ficando como 1º Suplente Sr. Manoel Furquim Pereira (nomeado em 14 de dezembro de 1894), 2º Suplente Joaquim de Araujo Farias (nomeado na mesma data) e Sr. João Teixeira de Farias.
Em 1895, a Vila de Tamandaré contava com 5 “praças” (soldados de fato) para dar apoio ao Subcomissário.
Em 21 de julho de 1897, é aceito o pedido de exoneração do Sr. Tiburcio de Paula Cabral. Por efeito o Acto nº 192, de 07 de agosto de 1897, são nomeados para o cargo de Subcomissário o Sr. Joaquim da Costa Cabral, e como 1º suplente o Sr. Adolpho Lamenha de Siqueira.
Por Decreto nº 165, de 12 de julho de 1900, é exonerado Joaquim da Costa Cabral e nomeado Subcomissário o Capitão Antônio Candido de Siqueira. Seus suplentes e posteriores Subcomissários foram: Bento Alves da Conceição, nomeado em 12 de julho de 1900, Octavio Francisco Dias, nomeado na mesma data. Em 26 de novembro de 1900, era nomeado Adolpho Lamenha de Siqueira.
Em 26 de setembro de 1904, em decorrência do Decreto nº 343, foi nomeado subcomissário o Sr. Adolpho Lamenha de Siqueira.
No período de 1908-1912, foram subcomissários os Srs. João Evangelista Artigas, Laurindo José Cordeiro (nomeados em 19 de fevereiro de 1908), João Evangelista dos Santos Ribas e Francisco Lino Freitas. Por Decreto nº 31, de 19 de janeiro de 1909, é nomeado o Sr. Geraldo Euclides de Christo, depois substituído por José Teixeira de Farias, que foi exonerado e substituído na data de 28 de fevereiro de 1910, sendo nomeado o Sr. José Agostinho da Silva. Pelo Decreto nº 232, de 27 de março de 1912, era nomeado a exercer a função de subcomissário o Sr. Jorge Agner Kendrick. No ano de 1919, o cargo era exercido pelo Sr. Emílio Johnson e Joaquim Pereira de Andrade.
No período de 1920-1923, exerceu a função o Major Antônio Baptista de Siqueira, sendo seus suplentes os Srs. João Evangelista dos Santos Ribas, Octavio Ribas Machado e Joaquim de Barros Teixeira.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O associativismo rural em Almirante Tamandaré


A existência de associações agrícolas no Estado do Paraná remonta o início do século XX, muitas delas tiveram início em sociedades formadas por imigrantes e nacionais com o objetivo de auxiliar seus associados em enfrentar as dificuldades no que tangia a produção e o comércio do que era produzido, além de abrangerem outras finalidades como a Educação.
Esta condição é possível ser observada na edição de 24 de outubro de 1906 do jornal “A República”, que informava que em 20 de outubro de 1906, foi criado uma Sociedade Agrícola na Lamenha Pequena denominada “Kolko Rolnicze” (União Agrícola), cujo objetivo previsto em seu artigo primeiro era o de comprar direto dos fabricantes artigos necessários para a agricultura indispensável e manter um negócio. Seu pioneiro presidente foi Sczepan (ilegível); vice-presidente Wojciech (ilegível); secretário Izydoro Zgoda; diretor Ludicick Szczerbowski; Michal (ilegível).
Segundo o jornal a “República, de 10 de outubro de 1905”, anteriormente a esta associação, na Colônia Lamenha Grande, em 07 de outubro de 1905, foi criada uma cooperativa agrícola denominada de “Circulo Rural”. No contexto da mesma informação é citado que foi a primeira cooperativa criada por uma colônia na província. Na solenidade de inauguração se fizeram presentes: Secretário de Obras Públicas Gutierrez Beltrão; Vice-Presidente do Estado monsenhor Celso da Cunha; Consul austríaco Ockeky.
Existem referências no periódico “A República, de 25 de julho de 1904” sobre a existência da Sociedade Nossa Senhora da Lamenha Pequena, cujo presidente era o Sr. Wlademiro Kuhn. Na Colônia Lamenha existia a Sociedade Agrocultural Santo Izidoro, fundada em julho de 1902, segundo “A República, de 09 de agosto de 1904”. Porém, estas não eram cooperativas.
Com o tempo, estas sociedades foram sendo substituídas por associações que abrangiam não só a agricultura, mas outros setores da economia. Na década de 1980, o Estado incentivou a criação de associações agrícolas com o objetivo das mesmas serem um canal de comercialização para os pequenos produtores, independentemente se associado ou não, bem como viabilizar a sobrevivência dos mesmos na atividade agrícola. Faziam parte da iniciativa, além da organização econômica do setor, o propósito de que as mesmas passassem a ser entendidas com caráter político, de representação dos pequenos agricultores, independentes dos setores patronais e do domínio das cooperativas. Neste contexto histórico, em 1985 é fundada a Associação dos Produtores Rurais de Almirante Tamandaré (ASTRO).
Após a ela, segundo artigo do Técnico da EMATER, Pedro Martin Kokuszka, publicado na Folha de Tamandaré, de 15 de junho de 1988, para atender os interesses do trabalhador rural tamandareense, que para esclarecer dúvidas e pleitear direitos tinha que recorrer ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Branco do Sul, em 23 de abril de 1988, é fundado a partir de uma Assembleia Geral, que contou com a presença de mais de 300 trabalhadores rurais reunidos no Salão Paroquial da Igreja Matriz, o “Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Almirante Tamandaré”. Neste dia foi aprovado o estatuto e eleita sua pioneira diretoria que ficou assim definida: Presidente Felício Tabolka; Secretário Genésio Galvan; Tesoureiro Osvaldo Stival; Conselheiros Fernando Dambrat, Conceição J. dos Santos e Francisco do Carmo.
Neste histórico dia estavam presentes o Diretor Presidente da ASTRO, Bernardo Gogola Maeski; Diretor Presidente da FEPAR, Osvaldo Stival; Chefe Regional da EMATER, Cesar Amin Pasqualim; Gerente da EMATER, Cirino Correa Junior; Vereadores Jerônimo Jareck e Zair José de Oliveira; Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Almirante Tamandaré, Frei Emídio e o Sr. ex-Prefeito Roberto Perussi. 


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Igreja Nossa Senhora do Rocio no Bairro do Juruqui

A partir de informações colhidas junto à Escola Estadual Lamenha Pequena no contexto do Projeto: A evolução do Bairro Lamenha Pequena/Professora Paula Fabiane Manfron. 1999, uma realidade que fazia parte das comunidades tamandareenses até meados da década de 1960, era a falta de capelas. A celebração de Eucaristia geralmente era feita na casa de algum morador da comunidade local. Uma dessas localidades que conviveu com esta situação foi o Juruqui. No entanto, toda vez que as celebrações terminavam ocorria a ideia de se construir uma capela. Porém, foi no meio de um jogo de cartas, que começou a se discutir um projeto para concretizar aquele sonho da localidade. Neste contexto, um grupo de moradores foi falar com o pároco que na época era o tamandareense Frei Vital Basso.
Tal ideia repercutiu bem, e de imediato os Srs. Francisco Meguer e José Júlio Meguer, doaram o terreno para a construção. Após este fato, foi realizado no local, na data de 22 de setembro de 1962, a 1ª Missa e a bênção solene da pedra fundamental. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi doada pelo Sr. Atílio Bini que saiu em procissão da Sede até o Juruqui.
Foram os pioneiros idealizares e fundadores da Igreja Nossa Senhora do Rocio no Juruqui: Presidente, Francisco Sandri; Vice-Presidente, Francisco Meguer; Tesoureiro, Francisco Manfron; Conselheiros: Antonio Bernardo, Antonio Straiotto, Antonio Sandri, Abílio de Moraes, Lício de Moraes e outros.

A Igreja Nossa Senhora do Rocio ficou pronta em 1965.
Atual Capela Nossa Senhora do Rocio no Bairro do Juruqui, estando à frente o Frei Lourenço Kachuba/Foto: Albino Milek, 1982.


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http://issuu.com/kotovski/docs/considera__oeshistoricasdetamandare (PARTE 1)

http://issuu.com/kotovski/docs/consideracoeshistoricasdetamandarer (PARTE 2)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Os moinhos

Moinho da Família Weigert ao fundo a ponte de madeira do Taboão, construído por Carlos Weigert, junto com a casa que existe ao lado. Atualmente, o mesmo está sendo restaurado pela família. Segundo a Arquiteta Ivilyn Weigert, a atual estrutura é uma ampliação feita por Germano Rodolfo Weigert/Foto: Família de Wilson Weigert, início da década de 1980.

Até meados do século XX, os moinhos tiveram grande importância para os moradores de Tamandaré e região, uma vez que muitos cereais para serem consumidos deveriam ser moídos, como era o caso do trigo e do milho. Os moinhos também serviam para a produção de energia elétrica para consumo do proprietário e para carregar baterias para fins diversos.
Até meados do século XIX nem todos os moradores da região curitibana correspondente ao atual território tamandareense dispunham dos serviços de um moinho. Esta situação se agravava e era notória na colônia Lamenha, como é possível perceber no contexto do Livro de Correspondências Oficiais do Governo do Paraná, nº 614, p. 93 e seguintes, pois através de requerimento assinados pelos colonos foi solicitado junto ao governo estadual “peças e pedras de moinho”. Este requerimento foi encaminhado após junto a outras solicitações semelhantes de outras colônias através de um Ofício elaborado pela Província ao Ministério da Agricultura do Império. No entanto, tal solicitação feita no início de 1880 foi indeferida em 24 de abril de 1880 por falta de verba devido a mesma não ter sido contemplada no orçamento de “Terras públicas e colonização” daquele ano.
Mesmo sem o investimento do governo imperial e estadual para construção de um moinho na colônia os colonos não deixaram de moer o trigo e o milho, pois alguns moradores visionários da localidade, percebendo a crescente necessidade do mesmo, resolveram investir em moinhos particulares para prestar o serviço e, por efeito, garantir uma fonte de renda.
Neste contexto, a reportagem “Caminhos do Desenvolvimento, publicada na página 29 da Revista Ideias nº 118, de agosto de 2011”, faz referências sobre a existência no Taboão de um centenário moinho impulsionado pelas águas do Rio Barigui, que além de moer grãos produzia energia elétrica; pertencente ao imigrante alemão Carlos Weigert, datado de 1892, próximo à atual ponte do Taboão, na divisa do município às margens da Estrada do Assunguy.
Este moinho foi referenciado por um despacho do Secretário de Finança ao Agente Fiscal de Tamandaré em resposta às questões relacionadas aos tributos feitas pelo contribuinte Carlos Weigert, datado de 30 de julho de 1901, e publicado no jornal “A República, de 24 de agosto de 1901”.
Segundo consta no livro “Coletoria Federal da Vila de Tamandaré”, oficialmente é registrado em “Tamandaré” a data de início do empreendimento (moinho de cereais) em 1º de janeiro de 1933, sendo o dono o Sr. German Weigert Sobrinho. Este moinho foi desativado por Waldomiro Weigert na década de 1970.
Segundo informações do “Almanak Laemmert, 1910 – Estados Unidos do Brasil - Capítulo Paraná”, página 50, o Sr. Gaspar Cunha era dono de moinho na cidade no final da década de 1910.
Os produtores de trigo da Vila Tamandaré, na década de 1920, levavam o seu produto para ser moído no moinho de cereais. Segundo consta no livro “Coletoria Federal da Vila de Tamandaré” possuíam moinhos: João Grabovski no Botiatuba datado de fevereiro de 1928, que ao falecer deixou de herança para Maria Grabovski (viúva), Izidoro Goinski e esposa Tereza Grabovski, João Goinski e esposa Polonia Grabovski, Francisco Graboski e Alexandre Grabovski. Após foi vendido a Pedro Jorge Kotoviski, em 19 de novembro de 1947, que vendeu ao irmão José Francisco Kotoviski na década de 1950; Antônio Stocchero Sobrinho, na data de 06 de abril de 1934, em Tranqueira e Jacob Hass, iniciaram um moinho em 03 de abril de 1920, na Lamenha Pequena.
Em referência ao “Livro de Lançamento do Imposto/Imposto de indústria, profissões de pesos e medidas. 1947-1961 da Prefeitura de Timoneira”, além dos donos de moinhos citados anteriormente, foram identificados novos empreendimentos dos Srs. Antonio Gedeão Tosin no Sumidouro; Tertuliano Raimundo no Pacotuba; Frederico Manfron na Capivara; no Juruqui (da família Sandri); José Osorio Machado em Campo Magro; e na Barra de Santa Rita (Bonifácio Cruz). Estes moinhos eram movidos por tração animal ou pela força hidráulica.
Em 16 de agosto de 1960, o Sr. Pedro Jorge Kotoviski vende seu moinho de fubá e farinha de milho localizado na Capivara para o Sr. Brazelino de Paula Lorenço. Em meados da década de 1970 o Sr. José Ido da Cruz possuía na Sede um moinho elétrico para moer cereais. 

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Aumento de vereadores em Almirante Tamandaré


Pela legislação o número de representantes do povo no legislativo de um município deve ser proporcional a sua população. Neste contexto a primeira Câmara municipal (Intendência) possuía 7 representantes (Vogais), sendo que, o Presidente da casa exercia as funções de prefeito. Com o advento do cargo de Prefeito a Câmara a partir de 1892 passou a ter 6 cadeiras (Camaristas). Com a restauração do município em 1947, ficou definido que o número de vereadores seria 9. Quantidade que só mudaria a partir das eleições de 1992 quando a Câmara ficou com 11 cadeiras. Com o crescimento da cidade o número de cadeiras aumentou para 13 a partir de 2000. No entanto, devido a uma determinação federal nas eleições de 2004 o número de cadeiras caiu para 11, ficando assim até o término o ano de 2012. Pois, na data de 21 de setembro de 2011 ocorreu na Câmara Municipal de Almirante Tamandaré a votação e a aprovação do aumento no número de vereadores da casa. A partir da legislatura 2013, a população começou a ser representada por 15 vereadores.
Com uma hora e meia de atraso, a votação transcorreu sem grandes problemas, apesar da presença de líderes comunitários contrários ao aumento no número. Porém, antes do início da votação, o Presidente da Câmara Aldnei Siqueira fez uma consulta à galeria composta por cerca de 40 a 50 pessoas. A grande maioria, aproximadamente, 90% dos presentes, optaram por 15 cadeiras.
Segundo a Folha de Tamandaré, Quem votou contra ou a favor do aumento do número de vereadores, Ano XXVI, 1º a 15 de outubro, nº 697, p. 2, foram seis votos a favor da mudança e apenas um contrário, como é possível verificar: Antonio Angelo Prodoscimo votou por 15; Aldair de Souza (Dário) votou por 15; João Marcelo Bini votou por 15; Leonel Siqueira votou por 11; Nereu Osni Colodel, faltou; Francisco Nunes da Silva votou por 15; Osvaldo Stival votou por 13; Antônio Claret Giordano Todeschi (Tonhão), faltou; Edson dos Santos Vieira votou por 15 e o Vereador Walter Ortiz de Camargo votou por 13.
Dois votos foram registrados para o número de 13 vereadores, como era até 2004, antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a redução.
O parlamentar Osvaldo Stival (PSDB) credita o aumento ao crescimento no número de eleitores de Almirante Tamandaré. “É uma maneira de a cidade ficar melhor representada, já que após o recadastramento eleitoral o número de eleitores passou de 55 mil para 70 mil”.

O presidente da Câmara, Aldnei Siqueira, que defendia o aumento para 13 parlamentares, não contestou a votação. “O número era suficiente para a representatividade, mas a democracia devia ser respeitada”.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Educação no Bairro do Boixininga


A partir de informações presentes no “Relatório apresentado a Affonso Alves de Camargo, Presidente do Estado do Paraná pelo Dr. Eneas Marques dos Santos, Secretário de Estado dos Negócios do Interior, Justiça e Instucção Pública em 31 de dezembro de 1916/Quadro de Professores de instrucção pública primária do Estado do Paraná”, no ano de 1916, lecionava na região a Sra. Maria Magdalena L. Fernandes. Em 1920, a Sra. Athalaia G. M. Bittencourt lecionava para 51 alunos.
Com o advento da fusão da Escola Isolada do Cercadinho com a Escola Isolada do Boixininga, a instituição de ensino ficou estabelecida no Bairro do Cercadinho, em 1967.
Diante deste quadro, Boixininga deixou de ser servido por uma escola até o advento da Escola Rural do Boixininga, que surgiu no contexto da mobilização da comunidade em meados da década de 1980, para criar uma escola na localidade. Inicialmente, a instituição chamava-se Escola Nossa Senhora dos Remédios e funcionou em uma casa alugada. Depois, ganhou sede própria. Em 2007, possuía matriculados 26 alunos de 1ª a 4ª série.

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domingo, 5 de janeiro de 2014

TRIBUNA DOS MINÉRIOS

Os quatro primeiros números do Jornal da Cachoeira eram mimeografados.
              Em destaque o exemplar nº 3, de 29 de dezembro de 1967.

Fonte: Acervo da Biblioteca Pública do Paraná/Divisão de Documentação Paranaense.
Na data de 27 de outubro de 1967, é fundado pelo saudoso, lutador e perseverante cidadão de Almirante Tamandaré, o Sr. José de Souza Mattos, o “Jornal de Cachoeira”, que levava informações da cidade e região dos minérios. A redação estava estabelecida inicialmente junto à Rua Marginal, s/n, Vila Joly, Cachoeira, Almirante Tamandaré. Em fevereiro de 1969 é editado o exemplar nº 17, o qual foi o último com a denominação de Jornal da Cachoeira, passando a chamar-se Tribuna dos Minérios a partir do nº 18. No ano de 1973, se torna Órgão Oficial do Município de Rio Branco do Sul pela Lei nº 05/1973, e no ano de 1997, se torna Órgão Oficial do Município de Dr. Ulysses pela Lei nº 09/1997.
Pioneiramente, prestou serviços de divulgação dos atos dos poderes públicos tamandareenses na gestão de Prefeito Antonio Johnson. Com o advento da Lei Municipal nº 04/1973, de 26 de março de 1973 foi interrompida a prestação do serviço. Após esta prestação de serviço foi oficializada pela Lei Municipal nº 32/1974, de 20 de dezembro de 1974, sancionada pelo Prefeito Eurípedes de Siqueira e publicada na Tribuna dos Minérios, de 27 de dezembro de 1974, nº 162, p. 4.
Na atualidade, fazem parte de seu repertório de notícias os municípios de Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Cerro Azul, Almirante Tamandaré e Dr. Ulysses.
A evolução do Jornal da Cachoeira é contada da seguinte maneira pelo saudoso José de Souza Mattos in memoriam, publicada na Tribuna dos Minérios, de outubro de 1969, nº 25, sob o título de manchete “Tribuna dos Minérios Vence Mais uma Etapa”:
“Foi em outubro de 1967, que este nosso jornal apareceu em público.
No início era como sementinha de mostarda germinando, que ninguém dava nada por ele: duas páginas mimiografado, 35 exemplares etc.
Ainda no início houve críticas e dúvidas.
Porém, com as graças de Deus, começaram aparecer as cartas de incentivo, palavras de ânimo e até mesmo colaborações.
Daí o nosso jornal passou a ter quatro páginas impressas, levando assim ao prezado leitor, uma aparência mais agradável.
Seu primeiro nome era Jornal de Cachoeira. Isto porque seu propósito inicial estava restrito aos interesses deste bairro com o mesmo nome.
Mas com o progresso sempre crescente (no que diz respeito aos leitores e simpatizantes), nosso órgão passou a interessar a todo município tamandareense, e em seguida a outros municípios. Assim, aliando as sugestões de amigos, o Jornal de Cachoeira mudou seu título para o atual, ou seja, “Tribuna dos Minérios”.
Esta mudança deu-lhe um impulso excepcional.
E hoje ao completar seu 2º aniversário de fundação; ao passar para o 3º ano de sua existência, podendo com muita honra e orgulho, dizer: Nosso Jornal Venceu Mais Uma Etapa!
Pois aquele mesmo jornal que pertencia apenas à Cachoeira! Aquele mesmo jornal que há dois anos (repetimos mais uma vez) tinha apenas duas páginas, com uma tiragem de 35 exemplares e, portanto, poucas pessoas o liam. Hoje, mais uma vez graças a Deus, este jornal já conquistou dois municípios, já possui outros simpatizantes, está sendo lido em mais de 15 municípios paranaenses, isto sem contar ainda com o Distrito Federal (Brasília), e outros Estados como Guanabara, Minas Gerais, Santa Catarina etc. É verdade que estes últimos são em proporções menores, mas sentimo-nos realmente satisfeitos.”.

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sábado, 4 de janeiro de 2014

BAIRRO BOMFIN

Capela de São Sebastião (foi substituída por uma de alvenaria no mesmo local), comemorando o dia de festa do padroeiro, em 18 de janeiro de 1970/Foto: Tribuna dos Minérios, nº 29, fevereiro de 1970. 

Descrição da Cachoeira do Bomfin feita pela Tribuna dos Minérios, nº 29, de fevereiro de 1970, no contexto da manchete “Festa do Bonfim”:
“CACHOEIRA DO BONFIM está localizada próxima da Rodovia dos Minérios que liga Curitiba a Rio Branco do Sul. Pertence a Almirante Tamandaré porém, Paróquia do Abranches (Curitiba).
Lugarzinho humilde mas, calmo e com um pequeno bosque tão aprazível que vale a pena marcar em nossa “anotações” as épocas de festas para não perdermos a oportunidade de conhecer e frequentar sempre as festividades ali realizadas todos os anos duas ou três vezes”.
Cachoeira do Bomfin era a denominação conhecida que corresponde a localidade do atual Bairro do Bomfin, que é uma região recente que surgiu em meados do século XX, cuja denominação se liga aos antigos donos da área que pertencia à família Bomfin, o qual é cortado pelo rio Barigui, um ribeiro de planalto onde, naturalmente em seu trajeto, se encontram cachoeiras. Por causa de uma cachoeira aonde as pessoas iam se divertir somado ao fato relatado por Valter Johnson Bomfin em abril 2011, que antes da construção da Rodovia Estratégica, as pessoas para encurtar o caminho entre a Lamenha e a Cachoeira, expressavam “vamos varar pelos Bomfin”, a região foi popularmente denominada pelo topônimo de “Cachoeira do Bomfin”. Porém, com o tempo passou a ser só Bomfin. Este bairro possui uma área de 3,02 km².
Porém, merece ressaltar que o seu território pertencia a Colônia São Venâncio e Lamenha como é possível observar nos mapas das mesma se pegar como referência o Rio Barigui (limite natural das duas áreas). Diante do exposto, temos que a área já era conhecida e possuía um dono desde o século XVIII.         
O nome da localidade também possui outra curiosidade. Segundo o Sr. Valter Johnson Bomfin, existe um erro que é cometido no contexto do sobrenome Bomfin. Pois, o certo é Bomfin e não Bonfim ou Bonfin.

O bairro: Inicia-se na Rodovia Vereador Admar Bertolli (Rodovia do Contorno Norte) no ponto onde cruza o Rio Barigui; segue em sentido anti-horário pelo Rio Barigui até encontrar o córrego que faz divisa com o município de Curitiba; pende à esquerda e segue pela referida divisa até encontrar o ponto que corresponde ao prolongamento da Rua Sebastiana P. Ribeiro; pende à esquerda e segue por essa linha e depois pela referida Rua até encontrar a Rua Antônio Rodrigues Dias; pende à direita e segue pela referida rua até encontrar a Rua Rosalina de Lara Prodocimo; pende à esquerda e segue pela referida rua por aproximadamente 100,00 (cem metros); pende à direita e segue por um fundo de vale até encontrar um córrego, afluente do Rio Barigui; pende à esquerda e segue pelo referido córrego até encontrar o leito do Rio Barigui; pende à direita e segue pelo Rio Barigui até encontrar a Av. São Jorge no limite do loteamento Parque São Jorge; pende à esquerda e segue pela Av. São Jorge até encontrar a PR-092 (Rodovia dos Minérios); pende à esquerda e segue pela referida rodovia até aproximadamente 1.200 m (um mil e duzentos metros); pende à esquerda e segue por uma linha reta até encontrar a Rua João Vicki na divisa entre os loteamentos Jardim São Caetano e Jardim Marrocos; pende à esquerda e segue pela Rua João Vicki até encontrar a Rua Santos Dumont no loteamento Jardim São Carlos; segue pelo limite do referido loteamento até o final da Rua Visconde de Mauá onde encontra um córrego, afluente do Rio Barigui; pende à esquerda e segue pelo referido córrego até encontrar a Rua Rio Branco no loteamento Jardim Nápolis; pende à direita e segue pela Rua Rio Branco até o final da Rua Rio Negro no loteamento Jardim Amazonas; segue pelo prolongamento da Rua Rio Branco até encontrar a Rua Rio Paraná no loteamento Jardim Valma; segue pela Rua Rio Paraná e depois pelo seu prolongamento no limite do loteamento Jardim Dragão Verde até encontrar um córrego; pende à esquerda e segue por este córrego até encontrar outro corpo d`água; pende à direita e segue pelo referido corpo d`água até encontrar a Rodovia Vereador Admar Bertolli (Rodovia de Contorno Norte); pende à esquerda e segue pela referida rodovia até encontrar o cruzamento com o Rio Barigui, ponto inicial desta descrição, perfazendo uma área aproximada de 3,02 km²”.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A epidemia de escarlatina 1895-1896

No que informa o “Relatório apresentado ao Exmo Sr. Governador do Estado do Paraná pelo Inspetor Geral de Hygiene Dr. Trajano Joaquim dos Reis, em 1º de setembro de 1896”, p. 18, a escarlatina entrou em território paranaense em setembro de 1895 por Antonina e Paranaguá, chegando em Curitiba praticamente meses depois se espalhando rapidamente por São José dos Pinhais, Araucária, Ponta Grossa, Tamandaré e colônias polacas. Atingiu seu auge em janeiro a maio de 1896.
Sua contenção foi difícil, pois segundo o Dr. Trajano Joaquim Reis em seu relatório “(...) as visitas e desrespeito o desprezo aos conselhos hygienicos, a falta de altruísmo, a ignorância, a falta de recursos de muitas famílias necessitadas, tendo apenas um pequeno dormitório commum, as reuniões, quer particulares, quer públicas, para onde concorriam individuaos sãos e muitos recém-sarados e ainda em condição de transmissão, os cocheiros, as lavadeiras, a immundicie nas ruas, os ares, as águas forneceram enormes contingentes ao entretenimento do morbo. Apesar dos conselhos que escrevi, fiz publicar e espalhar; apesar do muito que fatiguei-me aconselhando, por assim dizer, pessoalmente de porta em porta; apesar do excessivo trabalho das desinfecções diárias; apesar de toda a actividade, de grandes encomodos de espírito, não foi possível por paradeiro ao mal. Quanto mais actividade se desenvolvia, tanto mais procuravam illudir-nos, tornando nullos os nossos esforços, ora occultando os doentes e permitindo as relações d’elles com os parentes, visinhos e amigos; ora retardando a apresentação dos attestados de óbito ao – Visto – e só fazendo depois de ter o cadáver do escarlatinoso infectado a Igreja e seguido com não pequeno acompanhamento para o cimitério. Todos os meios os mais astuciosos, os mais engenhosos foram postos em prática para enganar os encarregados de zelar da saúde pública. Aquelles, porém, que tanto embaraçaram a prática de medidas hygienicas illudiram-se a si mesmo; porque pagaram bem caro as suas inqualificáveis imprudências, perdendo entes queridos; o que não teria acontecido se fossem obedientes aos conselhos dos que só almejavam o bem estar da população, dos que empregava os meios de poupar soffrimentos”.
No contexto deste mesmo “Relatório de governo de 1896”, p. 19-24, em decorrência desta condição, se calcula que a escarlatina vitimou aproximadamente um terço da população paranaense. Porém, a vacinação e as medidas preventivas conseguiram conter o avanço e sua disseminação. As principais medidas foram: Fechamento preventivo das escolas no período da epidemia; isolamento do doente; desinfecção do aposento do doente; proibição do transporte do cadáver em via pública ou exposição em velórios; higiene pessoal; manter limpo as casas; não criar porcos e outros animais imundos em quintais; fora outros aconselhamentos.
Em Tamandaré, a doença atingiu principalmente as Colônias Lamenha, Santa Gabriela e Antônio Prado.
Depois, em 1913 ocorreu um breve surto, como é possível observar na publicação do jornal “A República, de 28 de janeiro de 1913” no contexto da visita que fez o Dr. Candido de Leão, diretor da repartição de Higiene, no povoado de Marmeleiro, onde constatava reinar uma moléstia desconhecida, verificou aquele facultativo tratar-se de alguns casos de escarlatina.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A VOZ DO AMADORISMO

Em referência aos programas de rádio, merece a devida consideração o Sr. Leônidas Rodrigues Dias, pois ele é o comandante do mais antigo programa de divulgação do esporte amador do Paraná, “A Voz do Amadorismo”, que é atualmente transmitido pela Rádio Cultura AM 930 de segunda à sexta, das 12h00 às 13h00.
Segundo informações colhidas no contexto dos assuntos relatados pelo programa e da matéria publicada no jornal Folha de Tamandaré, do período de 22 a 31 de março de 2013. A origem deste programa se deu na década de 1950 na velha Rádio Marumbi. Em 1966, seu Leônidas começa a fazer parte do programa, e em 1968, “quando o programa estava saindo do ar, desapareceria, porque dois líderes da mesma na época trocaram de emissora. Leônidas foi chamado pelo Dr. Tobias de Macedo Jr., que solicitou que fizesse empenho para comandar A Voz do Amadorismo “mesmo que fosse uma vez”
A emissora, Rádio Marumbi, de propriedade da família Tobias de Macedo, foi vendida a Rinoldo Cunha, este também ao vender à emissora, chegou para Leônidas e explicou o seguinte: “A nossa rádio está vendida, será tomada apenas por programas evangélicos, acabou o futebol na Marumba, mas este programa A Voz do Amadorismo é considerado de Utilidade Pública, pela Lei Municipal nº 1.956, de 30 de março de 1957. Assim, gostaria que você o comandasse mesmo que por pouco tempo. Este programa era da Rádio Marumbi, agora é seu (...)”.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Associação dos Servidores Municipais de Almirante Tamandaré


A Associação dos Servidores Municipais de Almirante Tamandaré (Assemat), localizada junto à Rua José Carlos Colodel, nº 108, Centro, segundo reportagem da “Folha de Tamandaré. Eleita Diretoria da Assemat. Almirante Tamandaré, nº 5, 12 de maio de 1985”, p. 6, foi fundada em 15 de maio de 1985, sendo também nesta data aprovados seus Estatutos e ainda eleita a pioneira Diretoria para o período de um ano, e que ficou da seguinte maneira constituída: Presidente Agenério Araújo Filho; Vice-Presidente Wanderley Antunes de Oliveira; 1º Secretário Harley Clóvis Stocchero Filho; 2º Secretário Noeli Zuleika Busato Ayub; 1º Tesoureiro Berenice do Carmo Sabadim de Lara.
Como membros efetivos do Conselho Fiscal foram eleitos os Srs. Deoclécio Aparecido Storte, Raulino Conte e a Sra. Floripa Perussi. Como suplente do mesmo Conselho Fiscal, o Sr. Dr. Carlos Takashi Hirafuji, Regiane de Fatima Bini e Audoreste Machado de Faria.
Esta associação na Gestão de Roberto Perussi foi esquecida. Porém, na gestão do Prefeito Cide Gulim foi restabelecida pelo Diretor de Obras Antonio Kotoviski que, em consequência, assumiu a presidência da mesma.
A sede da Assemat possui salão para festas e eventos, banheiros e churrasqueira coletiva, além de possuir uma cancha de grama sintética inaugurada em agosto de 2007.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A mão de cera Santa do Botiatuba

Na data de 07 de novembro de 1885, a Gazeta Paranaense publicou um curioso relatório policial e posterior lavratura de Termo de Bem Viver, ou seja: “O Exmo Sr. Dr. Chefe de Polícia conseguiu apreender há dias uma mão de cera que Maria Gomes dos Passos, moradora no quarteirão do Butiatuva, possuía, há mais de 30 anos servindo-se dela para, abusando da credulidade e superstição dos rústicos, obter, não só ela como três filhos, meios se sobrevivência.
Maria Gomes, narrando como veio a possuir essa mão, diz que um santo homem, S. Feliz (um dos muitos especuladores que tem havido e ainda há no centro desta província) lhe dera em uma visita que lhe fizera, recomendando que a guardasse, pois que era santa, nunca se separasse dela; que recebesse esmolas e dividisse-as, sendo metade para ela e a outra metade para a mão, junto a qual devia conservar sempre em um barril de água para lavá-la, servindo a lavagem para distribuir-se com os crentes e fiéis que desejassem curar a si ou a outros de todas as moléstias; que a mão santa era milagrosa tanto que ninguém tinha recorrido a ela sem que obtivesse o que desejava.
Acrescentou mais Maria Gomes que tudo isso é verdade e que quando o santo homem lhe deu a mão era ela de comprimento de 0,05 m, tendo crescido até hoje 0,06 m e que sua continuamente.
Essa especulação da ignorância dos rústicos alimentava, como já dissemos, aos três filhos de Maria Gomes, os quais percorriam quarteirões dos distrito deste termo e de outros recebendo esmolas de todo o valor, principalmente dinheiro e joias. Dois desses filhos de Maria Gomes são ébrios habituais e tuberculosos, pelo que um deles já assinou termo de bem viver, perante a Chefe de Polícia e outro vai ser submetido ao processo que procede esses termos.
Eis a descrição da mão santa: mede 0,11 m de comprimentos até o punho e 0,07 m daí até a parte do antebraço que existe, sendo portanto todo comprimento de 0,18 m. Em sua maior largura tem 0,06 m, sendo a grossura de 0,03 m. O indicador tem 0,04 m e o polegar 0,06 m, tudo de comprimento. Apenas nota-se imperfeitamente sinais de unhas. Os demais dedos são também informes e desproporcionais, parecendo todos serem feitos de faca. Um deles é torto e já foi quebrado como visivelmente mostra a emenda que foi feita com cera virgem. As articulações das falanges são representadas por talhos dados à esmo.
Toda a mão está em estado tal imundície que enoja tocá-la.
Ela está colocada dentro de uma caixinha com porta de vidro e em cima de uma espécie de pedestal com a palma à mostra.
Tanto fora como de dentro da caixa pendem fitas multicores, sujas, ramos de flores artificiais, contas de vidro de aljofre, das quais se acham duas voltas no punho.
Consta que o Chefe de Polícia tem tido muitos pedidos para entregar a mão a Maria Gomes, pois, além dos rústicos, muita gente de gravata lavada se tem apegado à mão santa; mas também consta que o Chefe de Polícia tem resistido aos empenhos e que vai enviá-la para o museu, onde ficara como amostra do valor da ignorância popular o qual chega até o ponto de venerar figura tão repugnante”

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A CARTA DE RENUNCIA DO PREFEITO TAMANDAREENSE SERZEDELLO DE SIQUEIRA.

O Prefeito, a partir da Constituição de 1934, passa a ser escolhido pelo povo, mas na prática o cargo continuou a ser preenchido por apontamento dos governos federal ou estadual. Pois, a política administrativa tamandareense na década de 1930 sofria os efeitos diretos da realidade nacional agitada por revoluções.
O município de Tamandaré neste período teve dois Prefeitos. O primeiro foi o Sr. Serzedello Siqueira, nomeado pelo Interventor do Estado do Paraná Mario Tourinho através do art. 2º do Decreto nº 13, em 07 de outubro de 1930 publicado no Diário Oficial do Paraná, nº 1, Ano I, de uma terça-feira datada de 14 de outubro de 1930. Após, pedido de renuncia feito pelo próprio Prefeito Serzedello e publicado no jornal “Correio do Paraná de 13 de abril de 1932, p.03” com o seguinte teor:
“Ao sr. Manoel Ribas, Interventor Federal, foi endereçado o seguinte oficio pelo sr. Serzedelo Siqueira que até agora exerceu a contento o cargo de prefeito do vizinho Município de Tamandaré: Tenho a honra de comunicar-lhe que renuncio nesta data as funções de Prefeito do Município de Tamandaré, para cujo cargo fui nomeado pelo Exmº. Snr. General Mario Tourinho, digno antecessor de Vª. Exª.
Tenho reiteradamente pedido a V.Exa. a minha exoneração, e embora honrado com a sua confiança, insistindo pela minha continuidade naquele cargo, declino dessa honra pelos motivos que pessoalmente já lhe expus.
Deixo, portanto de exercer de hoje em diante as funções de Prefeito daquele Município, conservando fechado o edifício da Prefeitura, cuja chaves entregarei ao sucessor que V. Exa. Me designar.
Saúde e Fraternidade”.     

Foi exonerado do cargo em 13 de abril de 1932 por força do Decreto nº 851. Em seu lugar foi indicado o Funcionário Público Estadual Joaquim Age nomeado pelo Decreto nº 858, de 13 de abril de 1932, publicado no Diário Oficial do Paraná, de 16 de abril de 1932, o qual administrou o município até o advento do Decreto Estadual nº 1.702, de 14 de julho de 1932, que suprimiu Tamandaré.


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domingo, 29 de dezembro de 2013

Contorno Norte



A atual estrada conhecida como Contorno Norte foi idealizada para desviar o tráfego de caminhões que passavam por Curitiba. Teve seu primeiro trecho inaugurado (Colombo rodovia da Uva ou PR-417 até a Rodovia dos Minérios ou PR-092) em 07 de novembro de 1989, pelo então governador Álvaro Dias. No entanto, só em 21 de dezembro de 2005, que a ligação definitiva da rodovia com a PR-277, sentido Ponta Grossa foi entregue oficialmente à população do Estado pelo Governador Roberto Requião. Esta rodovia denominada de PR-418 foi batizada de Admar Bertoli (vereador de Curitiba falecido em 2003) e oficializada assim pela Lei Estadual nº 14.971, de 22 de dezembro de 2005.

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sábado, 28 de dezembro de 2013

Aconteceu em 24 de dezembro de 1927 em Tamandaré.

Prefeito Antônio Baptista de Siqueira:
 negociante, Prefeito, Camarista, juiz distrital 
e assinou a Ata de Instalação do Município.
Foto: Galeria dos Prefeitos.
Segundo consta na oralidade popular e relatado pelo seu neto, Joel Siqueira, junto ao “Projeto Tamandaré: contos e lendas de um povo”, “(...) o Prefeito Antônio Baptista de Siqueira gostava muito de jogo de truco e no dia de seu aniversário (ou ceia de Natal), ele fez uma festa muito grande. Lá pelas tantas estavam jogando quando de repente ele abaixou a cabeça sobre a mesa. Todos pensavam que ele estava cansado por ter demorado a levantá-la, mas quando foram vê-lo estava morto. Pessoas da época contam que o velório foi acompanhado por um número muito grande de carroças, coisa nunca vista na região”
No contexto oficial da “Certidão de Óbito. Matricula O817860155192740000517000000 48 64”, Antônio B. de Siqueira era casada com Francisca Popia, com que teve 8 filhos: Theolindo, Athayde, Arantes, João, Lauro, Antônio, Ottilia e Urcina. Faleceu aos 52 anos na data de 24 de dezembro de 1927, às 23h20min devido a colapso cardíaco.
O Major Antônio Baptista de Siqueira era filho do comerciante Theolindo Baptista de Siqueira com Rachel Candido de Oliveira (irmã do Coronel João Candido de Oliveira). 

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Professor Ignácio Lipski

Professor Ignácio Lipski./Acervo da família Bugalski,
fotografado pelo professor Pedro Martim Kokuszka, 2000
Segundo a justificativa parlamentar existente no arquivo da Câmara Municipal de Almirante Tamandaré denominado de “Dados históricos do Professor Ignácio Lipski (1850 – 1932)”, é possível observar que a pioneira Educação no Bairro do Pacotuba e no município confunde-se com a própria história de vida do professor Ignácio Lipski, nascido aos 27 de junho de 1850, na Polônia, fruto do casal José Lipski e Maria Lipski. Casou-se na terra natal com Francisca Bleda em 24 de janeiro de 1876 e imigrou para o Brasil logo em seguida, chegando ao Porto de Paranaguá no dia 1º de maio de 1876.
Após sua chegada veio para a Freguesia de Pacotuba estabelecendo-se neste povoado, junto com outros imigrantes e aí fez uma casinha de estuque para sua morada. Dedicou-se ao duro trabalho da lavoura e então começaram a nascer-lhe os filhos (11 filhas e 1 filho, todos nascido em Tamandaré, 8 deles faleceram com pouca idade), tantos os seus como dos demais colonos imigrantes, tornando-se necessário, dentro de mais algum tempo, que se começasse a ensinar as crianças. Assim, reuniram-se todos e com os seus próprios recursos construíram uma pequena casa que serviu de escola, e se localizava nas proximidades da atual Rua Dalzira Sila. Todos concordaram em pagar o que pudessem para esse estabelecimento de ensino, que seria, provavelmente, a primeira escola particular do futuro município de Tamandaré, cujo funcionamento teve início em Pacotuba. no dia 20 de fevereiro de 1889, como consta no livro de chamada.

O professor Ignácio Lipski lecionou durante 41 anos, deixando a sua profissão, por motivo de saúde, dois meses antes de sua morte, ocorrido no dia 24 de maio de 1932. 

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Erva-mate


Até final da década de 1960, alguns moradores da cidade de Almirante Tamandaré também constituíam renda com a Erva-mate (A Erva do Diabo, na visão dos jesuítas ainda no início da colonização das terras tinguis).
Independentemente da opinião jesuíta, a erva-mate, desde o início da colonização Ibérica (Espanha e Portugal), se tornou uma bebida muito apreciada entre os colonos e naturalmente entre os índios. No século XIX, ocorreu a industrialização do mate, e os moradores da região de Curitiba (atual região metropolitana) vendiam sua produção aos engenhos.
Em referências aos diversos instrumentos de compra e venda e cadastramento de terrenos de 1850 e posteriores, é clara a presença de relevantes ervais como “assessório de valorização dos referidos imóveis” nas localidades do Cercado, Boixininga, Botiatuba, Marmeleiro.
A cultura da erva-mate foi importante fonte de renda para a recém-criada Vila de Tamandaré, pois segundo o “Almanach Paranaense 1900”, p. 135, a cidade produzia 2 milhões de quilos anualmente que representavam o valor de 400:000$000 (média feita no ano de 1900).
No contexto das informações presentes na página 3352 do “Almanak Laemmert, 1919-1920 – República dos Estados Unidos do Brasil - Capítulo Paraná”, eram produtores de erva-mate no município no final da década de 1910, os Srs. Francisco Vaz, Henrique Monteiro, Osorio de Christo, Osorio do Espírito Santo, Joaquim da Costa Cabral, Joaquim Vaz da Silva, Jorge Viriato, Laurindo José Cordeiro, Manoel da Costa Moreira, Manuel Vaz Cardoso e Quintino Ribeiro.
Segundo referência existente na página 572 do “Almanak Laemmer, 1930 – 4º Volume – Estados do Sul”, os principais exportadores de erva-mate no final da década de 1920 eram: Serzedello de Siqueira, João Manoel Siqueira, Antonio Eduardo Trevisam e Joaquim de Barros Teixeira.
O processamento do mate nos engenhos funcionava mais ou menos assim: Após a poda das folhas, estas eram levadas a um sapecador e depois levado ao moedor (feito de madeira cheio de “dentes”), movido por tração animal. O conjunto onde ocorria o processamento era conhecido como carijo.
Uma pequena parte da produção era consumida dentro do município e a maior parte levada para a capital e Açungui.
Com o tempo, a importância econômica da erva-mate diminuiu e a produção no início da década de 1950 na cidade se realizava em pequena escala, os poucos ervais tamandareenses que sobraram, entravam como complementação de renda da população agrícola. Um dos últimos produtores da cultura no município foi o Sr. Arlindo França Machado, na região do Marmeleiro. 


Visite o livro “Considerações históricas e geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR” nos links: