quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Iluminação pública em Almirante Tamandaré-PR

Antes da iluminação pública ser elétrica, segundo relatos de seu Generoso Candido de Oliveira e informações presentes na obra do Dr. Harley Clovis Stocchero “Raízes Históricas de Almirante Tamandaré”, p. 198, na gestão do Engenheiro Agrônomo Pedro Moacyr Gasparello (1938) foram instalados pequenos postes de lampiões ao longo da Rua Coronel João Candido de Oliveira.
Este fato também foi relatado em 1984 pelo Sr. Hermenegildo de Lara e o texto publicado em 2012 na obra “Município de Almirante Tamandaré, PR: uma história em constante construção”, p. 288:
“Por volta dos anos de 1937 a 1945 eram os lampiões a querosene que iluminavam as noites da Vila Tamandaré. Na gestão do então Prefeito Dr. Pedro Moacyr Gasparello, foi criada a iluminação pública para a sede da Vila.
À noite, a referida Vila era iluminada por meio de lampiões à querosene, os quais eram colocados nas respectivas lanternas, feitas com metal de vidro, em postes de madeira, com a altura mais ou menos de três metros.
O horário da iluminação era das 19 às 24 horas todas as noites. Os referidos postes se achavam colocados em linha reta, e o trecho da referida iluminação era da Igreja de Nossa Senhora da Conceição até a casa comercial do Sr. Domingos Scucato.
Havia mais ou menos 30 postes, sendo 15 postes de cada lado da rua principal, hoje Rua Coronel João Candido de Oliveira. Era encarregado de acender os mencionados lampiões o saudoso Sr. Catharino Natal, o qual, munido de uma alta escada, fazia esse trabalho todas as noites.
Diga-se de passagem, a iluminação não era satisfatória, mas dava para quebrar o galho.”
Com a implantação da energia elétrica aconteceu uma nova fase da iluminação pública, a qual primeiramente atendeu a Rua 1 (atual Av. Emilio Johnson) e a Coronel João Candido de Oliveira. A inauguração desta contou com a presença do Governador Ney Braga, que auxiliou o Prefeito Ambrósio Bini a ligar a primeira luminária. Há de se ressaltar que, nesta época, as luminárias tinham que ser ligadas manualmente uma por uma, pois a rede de iluminação não possuía o sistema de relé fotoelétrico (acende e apaga automaticamente conforme a luminosidade do ambiente). O funcionário responsável por este serviço foi o Sr. Zé Barbeiro (José Nery).
Atualmente, a instalação de luminárias públicas colaboram com a segurança. No entanto, apesar de seus benefícios, estas são alvos de vândalos que costumam jogar pedras para quebrar a lâmpada, o que torna a manutenção da iluminação pública onerosa. 
Luminária de lampião em frente à cerca às margens da Rua Coronel João Candido de Oliveira (não existe mais) em 1938/Foto: Acervo de Harley Clóvis Stocchero, publicado no livro Raízes Históricas de Almirante Tamandaré, p. 198.
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Antônio Theolindo Trevizan

Primeira imagem: Antônio Theolindo Trevizan.
Foto: Acervo da Família Trevivan [s/d].
Segunda imagem: capa do livro “Antônio Theolindo: um autor no teatro da vida”.
Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, 2011.

Merece as devidas considerações por suas colaborações com a literatura paranaense, o Sr. Antônio Theolindo Trevizan, que apesar de ser um filho de tradicional família estabelecida no município, poucas pessoas o reconheciam como escritor devido à falta de memória ou de conhecimento sobre sua atividade literária.
Suas obras publicadas são as seguintes: “Antônio Theolindo: um autor no teatro da vida” (1998); “Qualificação profissional através da empresa pedagógica” (1983) ; “Qualificação profissional dirigida a populações urbanas de baixa renda” (1982); “A formação profissional e os serviços sociais autônomos (Novas ideias e novos rumos)”(1983); “A aceleração do desenvolvimento econômico e a qualificação profissional não formal”(1984); “Conceito da formação profissional formal, informal e não formal e sistema nacional de formação de mão-de-obra”(1984); “Serviços federais de formação profissional não formal – críticas e sugestões”(1985) e “SENAI Paraná 50 anos: 1943 a 1993” (1996).
O ilustre escritor, segundo sua biografia “Antônio Theolindo: um autor no teatro da vida”, p. 7-8, é filho do casal Antonio Eduardo Trevisan e Juvina de Siqueira Trevisan. Nasceu no Quarteirão do Marmeleiro, na localidade da Vila Tamandaré, na data de 14 de fevereiro de 1916. Foi casado com Monika Maria Ruth Hoffmann Trevizan. Tiveram três filhos: Carlos, Ernesto e Marcia. Faleceu em uma quarta-feira, datada de 10 de abril de 2013. 

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Médico que fez história na cidade de Tamandaré-PR


Dr. Randolpho Pereira Serzedello.
Foto: Estado do Paraná, 1923, capítulo Tamandaré.
Em 02 de setembro 1890, chega à Vila de Tamandaré o médico Randolpho Pereira Serzedello para tratar dos doentes de varíola. Devido a sua “dedicação, o carinho e o zelo que dispensou aos doentes por ocasião dessa epidemia, valeu-lhe o prestígio e o renome que desfrutou no recanto adotivo”. O qual pode ser confirmado junto ao texto publicado no jornal “A República, de 14 janeiro de 1891, p. 2”, que relatou que em 10 e 11 de janeiro de 1891 a Intendência da Vila de Tamandaré promoveu uma grande festividade de agradecimento ao trabalho bem sucedido de combate a varíola em Tamandaré realizado pelo Dr. Randolpho, o qual iniciou com uma Seção Solene, depois com um desfile e recepção de populares sob fogos de artificio, desde a sua casa até o prédio do Conselho de Intendência. Onde foi recepcionado por um grupo musical, ocorrendo trocas de presentes, uma homenagem em forma de um retrato do Dr. Randolpho, posterior jantar e a noite um Soirêe (baile).
Este prestígio e renome conquistados em Tamandaré citado por Maria Nicolas na página 193 de sua obra “Cem Anos de Vida Parlamentar. Deputados Provinciais e Estaduais do Paraná, 1854-1954”, resultaram em efeitos políticos. Em 1892, foi eleito Deputado Estadual (Assembleia Constituinte), representando Tamandaré, pois o mesmo residia na cidade. Também existe referência na obra elaborada pelo Estado do Paraná denominada de “Estado do Paraná, 1923”, em capítulo exclusivo dedicado ao município de Tamandaré, que ele exerceu a função de Prefeito na Vila de Tamandaré, porém não especifica data.
Segundo as páginas 193-194 da obra de Maria Nicolas norteada em documentos dos arquivos da Assembleia Legislativa do Paraná, Randolpho Pereira Serzedello nasceu em 23 de fevereiro de 1862 no Rio de Janeiro, capital do Brasil nesta época. Era filho de José Antônio Serzedello e de Cândida Pereira Serzedello. Era Médico oriundo da Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1893 foi nomeado Inspetor de saúde no Porto de Paranaguá. Em 1894 prestou relevantes serviços ao lado do Dr. Vicente Machado. Exerceu a função de Inspetor de Ensino em Paranaguá até 05 de setembro de 1896. Em 1898 foi nomeado Diretor do Serviço Sanitário do Estado. Faleceu em 20 de março de 1919.
No contexto das informações da obra de Francisco Negrão “Genealogia Paranaense”, Volume III, p. 15, em 18 de março de 1918, o Dr. Randolpho casou com a Sra. Prescilliana de Siqueira que era filha de Dona Rachel Candido de Siqueira com Theolindo Baptista de Siqueira.
Na data de 11 de março de 1957, o vereador curitibano Mylto Anselmo da Silva apresenta o Projeto de Lei nº 18/1957 para denominar ruas em Curitiba, cuja justificativa parlamentar para homenagear o Dr. Randolpho foi: “Político eminente, que muito fez pelo bem do Paraná”. Em 13 de agosto de 1957, é aprovada a Lei Ordinária nº 1.447/1957.


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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Igreja Assembleia de Deus em Curitiba

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Em 1911, chegam ao Brasil, missionários da corrente doutrinária Pentecostal da Igreja Assembleia de Deus. Segundo a obra “Histórico Igreja Assembleia de Deus em Curitiba”, com a chegada do imigrante polonês Bruno Skolimowski em Curitiba, na data de 19 de outubro de 1928, vindo de Petrópolis, RJ, o qual sentiu direção divina para levar a mensagem Pentecostal ao povo paranaense, uma vez que na capital não existia nenhum crente Pentecostal. Inicialmente, pregava o Evangelho junto aos poloneses em língua polonesa devido ao grande número de pessoas de origem dessa nacionalidade residente em Curitiba.
Ao fim de um ano, Skolimowski providenciou o registro da Igreja e no mês de outubro de 1929 começou a pregar em português, visto que anteriormente, percorreu a cidade para fazer uma análise quanto à aceitação do Evangelho Pentecostal pelo povo curitibano, pois as perseguições eram grandes. Após este fato, novos seguidores da Assembleia de Deus foram surgindo, e alguns começaram a formar novas comunidades além das fronteiras da capital. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

O Inspetor de Quarteirão

Para garantir a lei e a ordem em lugares povoados, em 1832 surge a figura do Inspetor de Quarteirão, que era um morador do próprio quarteirão que recebia uma parcela considerável de poder para coibir a prática de atos delituosos, devendo zelar pelas propriedades e pelo sossego de todos que moravam em seu quarteirão. Segundo o contexto do Código de Processo Criminal de 1832, eles tinham autoridade para efetuar prisões em flagrante, para admoestar e, até mesmo, para obrigar a assinar “termos de bem viver” a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, viviam pelas ruas ofendendo os bons costumes e perturbando o sossego público, como os vadios, mendigos, bêbados, desordeiros e prostitutas. Em suma, os inspetores eram a primeira instância do policiamento em seus quarteirões.
Foram Inspetor de Quarteirão em 1836 nas seguintes localidades os Srs.: Pacotuba, Pedro Monteiro; Tranqueira, Antônio Francisco Guimarães; Butiatuba, Jeronimo Cardoso Pazes; Boixininga, Antônio Manuel de Abreu, Marmeleiro, Manuel José Ávila.

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sábado, 14 de dezembro de 2013

POVOADORES DA REGIÃO

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A população da cidade de Almirante Tamandaré decorre de um complexo processo de povoamento que transcende a colonização portuguesa. Atualmente os nascidos e domiciliados no município são identificado pelo gentílico “tamandareense”. O IBGE também considera o termo “almirantense”, no entanto este gentílico não é utilizado.        
As estatísticas do povoamento pioneiro encontradas sobre o município de Tamandaré são raras, mas revelam um povoamento elevado em relação à realidade do Paraná no século XIX, como é possível observar junto ao “Mappa estatístico da população da Parochia de Nossa Senhora da Luz, Curityba, capital da Província do Paraná, 1º de agosto de 1872, segundo recenseamento a que procedeu de conformidade com o Regulamento de 1870”, onde serão considerados os Quarteirões que se localizavam na área territorial que se tornou Tamandaré (Boixininga, Botiatuba, Cachoeira, Campo Magro, Campo Novo, Conceição, Juruqui, Marmeleiro, Pacotuba e Serro Negro), ou seja, existiam na área correspondente ao futuro município 3.072 pessoas contadas, sendo 2.917 livres, 155 escravos e 10 estrangeiros.
O “Relatório apresentado ao Exmo Sr. Dr. Francisco Xavier da Silva, Governador do Estado do Paraná pelo Dr. Octavio Ferreira do Amaral e Silva/ Secretaria de Estado dos negócios do Interior, Justiça e Instrucção pública, em 31 de dezembro de 1901/ Quadro demonstrativo do recenseamento feito nos diversos municípios do Estado do Paraná em 31 de dezembro de 1900, com declaração dos que são cidades ou villas” cita que a Vila de Tamandaré, apresentou os seguintes dados em relação a sua população: Em 31 de dezembro de 1900 moravam 3.239 pessoas.
Após, a cidade de Tamandaré contou com 2.664 pessoas morando em seu território, segundo a tabela com dados oficiais publicada no jornal “A República, de 13 de maio de 1901”.
Em referência ao “ANNUARIO ESTATÍSTICO DO BRAZIL”, elaborado pelo Ministério da Agricultura, Industria e Commercio/directoria Geral de estatística publicado em 1916, p. 373, expressa que em 1907 moravam na cidade 5.854 habitantes; 1908 foram relatadas 5.927 pessoas; em 1909 habitavam o território 6.075 pessoas; em 1910 foram contadas 6.227 habitantes; em 1911, o município chegou a ter 6.382 moradores.
No que tange o “Diccionario Histórico e Geographico do Paraná”, elaborado por Agostinho Ermelino de Leão em 1926, p. 283 e 2263, em 1912 o município cresceu e alcançou 6.542 habitantes, e naquele ano nasceram 200 crianças, houve 1 natimorto, ocorreram 71 casamentos e 62 óbitos.
No ano de 1914, a população de Tamandaré diminuiu para 6.078 habitantes e em 1920, foram registradas 8.479 pessoas no município (somando a Sede e o distrito de Campo Magro).
Em 1929 foram calculados 6.000 habitantes segundo edital da “Diretoria Geral da Secretaria dos Negócios do Interior, Justiça e Instrução Pública de 18 de dezembro de 1929”.
No censo organizado pelo IBGE em 1950 é possível concluir que no período no município de Timoneira, a população pouco cresceu, sendo de apenas 8.857 habitantes. Demograficamente se distribuíam numa proporção de 18,18 pessoas por km², o que caracterizava as localidades povoadas em Timoneira, mais como comunidade do que propriamente como aglomeração populacional de grande escala. Ou seja, a evolução populacional da cidade estagnou em relação à realidade paranaense.
Porém, a partir da década de 1980, a cidade sofreu um crescente aumento de sua população, que se descaracterizava com as perspectivas de crescimento que se forjou em mais de cem anos de povoamento da região. Em 1991, o município tamandareense registrou, segundo o IBGE, 66.159 habitantes. No ano de 1995, o município possuía 473 km² de território ocupado por uma população de 67.000 habitantes (IBGE 1990). No ano de 1997, a população era de 73.018 habitantes, sendo 36.597 homens e 36.421 mulheres (IBGE).
Em 2003, com área territorial menor de 188, 652 km², foram observados 50 km² de área urbana. O restante era abrangido pela área rural. O território mesmo menor estava ocupado por 89.410 habitantes, dos quais 80.058 ocupavam a área urbana e apenas 9.532 a área rural.
No que tange o ano de 2010 o IBGE informou que o município possuía 103.245 habitantes, espalhados pelos 194,75 km². Neste ano ocorreram 420 casamentos legais, 45 separações e 47 divórcios.
A partir desta estatística oficial e do contexto histórico que permeia o povoamento da cidade de Almirante Tamandaré, não seria absurdo dizer que a cidade possui um perfil cosmopolita. Não raro é se deparar com descendentes de pioneiros imigrantes europeus, migrantes vindos de todas as partes do Brasil e até de outros lugares fora do país, que se estabelecem ou estão de passagem pela cidade. Esta mesma observação foi verificada pelos historiadores Ruy Wachowicz na sua obra História do Paraná, 2001, p. 19, que afirmou que a região de Curitiba é o “maior laboratório étnico do Brasil ou do mundo, onde se realizou uma das maiores experiências étnicas”; e Wilson Martins em sua obra “Um Brasil Diferente: Ensaio sobre fenômenos de aculturação no Brasil. São Paulo: Anhembi Limitada”, p. 3, expressa que o Paraná foi “um dos Estados mais ricos de povoamento imigratório”. Quando o autor se refere a Curitiba, ele se refere às Colônias fundadas no século XIX, que eram anteriores à existência de Tamandaré autônoma, sendo algumas localizadas em território tamandareense.
Mas, isto não é exclusividade dos nossos tempos, pois a História de Almirante Tamandaré se forjou desta maneira, principalmente em períodos anteriores ao século XX.
Independentemente de quem se fixou primeiro em terras tamandareenses, é fato para qualquer pesquisador que o povoamento humano da região de Almirante Tamandaré possui períodos bem distintos e notórios, os quais se ligam diretamente à sorte da ocupação do Primeiro Planalto. A exploração aurífera, formação e estabelecimento de Curitiba e posterior ocupação mais intensiva da Região Norte da mesma foram os principais fatores que possibilitaram o surgimento de vários povoados de fato onde hoje se encontra o município tamandareense. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Escola de Ensino Especial Professora Roza Bini de Oliveira

Escola Especial Professora Roza Bini de Oliveira, localizada junto a Rua Athayde de Siqueira esquina com a Av. Emilio Johnson no centro de Almirante Tamandaré (não existe mais)/Fonte: Município em destaque 28/10/1996. 


Na data de 19 de abril de 1995, a Escola de Ensino Especial Professora Roza Bini de Oliveira iniciava suas atividades na sede de Almirante Tamandaré. Porém, em virtude do afundamento do solo onde a escola estava estabelecida, o prédio foi inviabilizado, a instituição teve que ser remanejada para o CAIC em 2001. Esta escola é especializada em atendimento de portadores de necessidade especial na área mental.
No contexto das informações do “Projeto Politico Pedagógico, 2010” da referida escola, p. 6-7, sua patronesse, a Sra. Roza Bini de Oliveira, nascida em 30 de agosto de 1924, era filha de Antonio Bini com Margarida Scarpim Bini. Foi casada com o Sr. Generoso Candido de Oliveira, com quem teve duas filhas: Rosilda de Oliveira (Kowalski) e Genilda de Oliveira. Estudou incicialmente na Sede e depois no Colégio Sagrado Coração de Jesus. Formou-se normalista pela extinta Escola Normal Colegial Professora Diva Vidal (atual Colégio Estadual Julia Wanderley, em Curitiba). Profissionalmente, iniciou no magistério em substituição da professora Geni de Barros Teixeira, da cadeira da Escola Isolada Faxinal do Tanque, no Pacotuba. Depois, lecionou na Escola Estadual Farias Sobrinho (Paranaguá), na Escola Estadual Leoncio Correia (Curitiba) e Colégio São José do Abranches (Curitiba). Em Almirante Tamandaré, lecionou e foi diretora no extinto Ginásio Estadual Alvarenga Peixoto onde, em 1972, propôs a alteração do nome da instituição para “Ambrósio Bini”, em homenagem ao seu falecido irmão, o qual logrou êxito. Dona Roza faleceu em 19 de dezembro de 1994. 

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O cartório

Lauro Baptista Siqueira
Devido a evolução econômica e social do Distrito do Pacotuba, o governo da província estabeleceu um cartório em sua Sede (Pacotuba) na data de 13 de abril de 1882, no qual foi possível realizar casamentos civis, registros de contratos gerais e registro de nascimento e óbito.
Até o advento do Decreto nº 9.886, de 1888, o registro de católicos era feito pela igreja. O registro dos não católicos era feito pelos cartórios segundo a Lei nº 1.144, de 1861.
Até 1995, o pioneiro Cartório que carregava funções gerais (menos de registro de imóvel) foi dirigido pelos seguintes tabeliões: Benedicto João de Oliveira; Tiburcio de Paula Cabral; Américo Antunes da Costa; Iphigênio Garcez Ribas; João Cristovam Sobrinho; Lauro Baptista de Siqueira e Eurípedes de Siqueira.
Após, com o desenvolvimento da cidade ocorreu a necessidade da criação de novos cartórios e o Distrito de Campo Magro e Tranqueira foram os locais escolhidos. Com o advento da Comarca de Almirante Tamandaré ocorreu a criação de cartórios com funções específicas na Sede. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

DIVULGANDO

Buscando alcançar o objetivo de propagar informações históricas sobre a minha cidade natal, comecei no mês de dezembro de 2013 a distribuir o livro "Considerações históricas e geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR" entre as principais instituições da capital e região. Pois, é muito triste presenciar e escutar pessoas que ao se referirem a cidade que eu moro, expressarem verdadeiras contradições e distorções pelo simples fato de desconhecerem sua história. Diante deste contexto, as instituições que já contam em seus acervos com a obra são:
Biblioteca Municipal Harley Clóvis Stocchero;
Biblioteca Municipal Santos Dumont;
Biblioteca Indústria do Saber;
Biblioteca Pública do Paraná;
Biblioteca Central da Faculdade OPET;
Biblioteca Central da UFPR;
Biblioteca Central da PUC/PR;
Biblioteca Central da UNIBRASIL;
Biblioteca da Academia Paranaense de Letras;
Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná;
Biblioteca do Colégio Estadual Jardim Paraíso;
Biblioteca do Colégio Vicentino São José do Abranches;
Biblioteca do Colégio Estadual Ambrósio Bini;
Biblioteca do Colégio Estadual Floripa Teixeira de Faria;
Biblioteca da Escola Municipal Sezerdello Siqueira;  
Biblioteca da Escola Municipal Clara Anadir Buzato; 
Biblioteca do Arquivo Público do Paraná; 
Biblioteca do TRE/PR;
Biblioteca da Fundação Cultural de Curitiba.

Em breve outras instituições receberão a obra.


A OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:

Doação da obra Considerações Históricas e Geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré para o acervo da Biblioteca Municipal Santos Dumont - bairro Cachoeira -Almirante Tamandaré-PR/Foto: Antonio Kotoviski. 

O Depósito de Explosivo no Juruqui

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Em 1993 a empresa Spigma Comércio e Representação de Produtos para Mineração queria implantar no Juruqui um depósito de explosivos. Porém, o Prefeito Cide Gulin, homem experiente do ramo de extração de calcário e conhecedor do potencial destrutivo do produto que seria armazenado, pois o utilizava no advento de sua atividade profissional antes de ser Prefeito, foi contra a instalação do depósito confirmando em reunião com a comunidade e em assembleia com a presença do Deputado Algaci Túlio e do Tenente Nobuaki Morodone, da Divisão do Exército encarregado da concessão de licença para instalação de empreendimento desta categoria no Estado.

O resultado desta empreitada foi que na primeira quinzena do mês de setembro de 1993, era negada a licença pelo Exército à referida empresa, a qual ficou impossibilitada legalmente de armazenar explosivo na cidade. Porém, o Tenente comentou que mesmo com a liberação do Exército, a empresa necessitaria do Alvará Municipal para funcionar. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Rodovia dos Minérios

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A Rodovia dos Minérios (PR-92, trecho Curitiba-Rio Branco do Sul, cujo nome oficial é: Rodovia "Conselheiro Kielse Crisóstomo da Silva", denominada apenas em 2007, pela Lei nº 15.439, de 15/01/2007 (DOE nº 7.400 assinada pelo então Presidente da Câmara Legislativa do Paraná, Hermas Brandão, inicialmente era conhecida como “Estrada Estratégica”.
A denominação popular da rodovia recém-asfaltada, segundo a “Tribuna dos Minérios. Rodovia dos Minérios/Denominação. Almirante Tamandaré, ano III, nº 32, maio de 1970”, p. 6, (que fazia a função de “Diário Oficial” dos municípios de Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré), na reportagem “Rodovia dos Minérios - Denominação” foi “cognominada pelo seu idealizador e maior entusiasta da obra, Sr. José Pioli, de “Rodovia dos Minérios”, e reconhecemos que nada mais justo ou mais característico poderia ter ocorrido, uma vez que a referida obra serve de escoadouro dos produtos minerais produzidos pela única região, no gênero, no Estado do Paraná, tendo o município riobranquense a cognominação de “Capital do Cimento” e o município tamandareense de “Capital do Cal”, também bastante próprio e característico”.
Começa no Cemitério do Abranches em Curitiba e se prolonga até Rio Branco do Sul. No contexto do artigo da “Revista Brasileira de Geografia. Expedição Científica à Serra de Paranapiacaba e ao Alto da Ribeira (Cel. João de Mello Moraes). Ed. IBGE, Ano XIX, julho - setembro de 1957, nº 3”, p. 10, ela foi construída pela Companhia de Cimento Portland Rio Branco (CCPRB) em parceria com o Estado, na época governado pelo Sr. Bento Munhoz da Rocha Neto. Foi aberta ao tráfego em 1953 e finalizada em abril de 1955, pelos funcionários denominados de arigós, nesta época era denominada como Rodovia Estratégica. Um nome legado da curiosidade do povo, pois quando os populares iam buscar saber mais sobre a estrada, os funcionários diziam que era uma “rota estratégica” que servia para melhorar o escoamento de cimento de Rio Branco do Sul para a capital. Diante desta explicação, os populares começaram a se referir a ela como “Estrada Estratégica”.
Com o aumento do fluxo de automóveis, principalmente de caminhões devido a maior exportação de cal e calcário para a capital e interior, o Prefeito de Rio Branco do Sul, José Pioli, no penúltimo ano de sua segunda gestão de governo em 1967, resolveu levar avante seu ideal de ver asfaltada a Estrada Estratégica. Segundo a reportagem da “Tribuna dos Minérios. Rodovia dos Minérios/Denominação. Almirante Tamandaré, ano III, nº 32, maio de 1970”, p. 4, ele “procurou obter apoio para seu ideal além de sua área administrativa e foi feliz. Desta feita procurou o Sr. Prefeito de Almirante Tamandaré (Domingos Stocchero) e em seguida o Dr. Omar Sabbag, Prefeito de Curitiba, o qual mostrou-se disposto a colaborar para que tudo se tornasse realidade. Em seguida, o Sr. José Pioli procurou o Deputado Estadual da Região, Sr. Erondy Silvério, e então, ambos com o apoio dos Prefeitos de Curitiba e Almirante Tamandaré, obtiveram o SIM do Governo do Estado, Sr. Dr. Paulo Cruz Pimentel e o convênio fora estabelecido”.
Porém, só em 1969, na gestão do Sr. Paulo Cruz Pimentel, ela começa a ser asfaltada, uma vez que no trecho de 6 km aproximadamente, entre o Cemitério do Abranches até a ponte sobre o Barigui, na divisa dos municípios de Curitiba com Almirante Tamandaré, a pavimentação foi realizada por Curitiba. Os seus 14 km restantes foram pavimentados pelo Estado.
Com estas palavras, o governador Paulo Pimentel iniciou seu discurso no obelisco alusivo à inauguração da obra registrado pela “Tribuna dos Minérios. Palavras do Governador. Almirante Tamandaré, ano III, nº 32, maio de 1970”, p. 4, ou seja: “Rodovia dos Minérios, estrada que liga os municípios de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul a Curitiba, abrindo o caminho para o escoamento da produção de minérios para os grandes consumidores.

Esta estrada é o portão aberto para o desenvolvimento destes municípios e para a redenção econômica de toda uma região mineira. Sabíamos de sua importância e nos sensibilizamos diante desta reivindicação prioritária para o povo. A conquista da estrada, num prazo “recorde” de 300 dias, é, portanto, uma realização que nos orgulha”. 
Sua inauguração oficial ocorreu em 21 de abril de 1970 em três etapas, segundo relatos do dia feito pela Tribuna dos Minérios, nº 32, de maio de 1970:
“A caravana governamental parou inicialmente às 10h30min no marco situado na ponte do Rio Barigui, onde foi inaugurado o trecho construído pela Prefeitura de Curitiba, por administração direta.
Em seguida, o Governador parou na entrada de Almirante Tamandaré, onde o Prefeito Antonio Johnson, incorporou-se à comitiva, que seguiu para a entrada do município de Rio Branco do Sul, onde foi realizada a solenidade oficial da inauguração da estrada.
Após a solenidade, a comitiva se dirigiu para a sede de Rio Branco onde a população entusiasmada aguardava o Chefe do Executivo, oferecendo ao Governador Paulo Pimentel manifestações de carinho, culminadas com os discursos dos estudantes ginasiais Marilu Loher e Valdomiro Kolowiski, que agradeceram ao Governador Paulo Pimentel pela “rodovia que permitirá à juventude de Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré dar prosseguimento aos seus estudos na capital e, em igualdade de condições com os demais paranaenses, ganhar lugar nas Universidades”. Após um coquetel no Ginásio Estadual de Rio Branco oferecido pelo Prefeito local, o governador regressa a Curitiba”.
Governador Paulo Pimentel inaugurando em 21 de abril a Rodovia dos Minérios, a sua esquerda, ao fundo, o Prefeito Antônio Johnson/Foto: Tribuna dos Minérios, maio de 1970. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A fauna fluvial da cidade de Almirante Tamandaré-PR

A fauna fluvial tamandareense é bem diversificada, sendo assim é possível encontrar os seguintes peixes típicos e exóticos na sub-bacia do Alto Iguaçu, segundo informações do Dr. Vinícius Abilhoa pertencente ao Grupo de Pesquisa em Ictofauna, Museu de História Natural de Curitiba.
·         O popular “lambari”, que na verdade é uma denominação leiga para as seguintes espécies: Astyanax bifasciatus, Astyanax minor, Astyanax serratus, Astyanax dissimilis, Bryconamericus sp. e a Hyphessobrycon reticulatus. Porém, existe a espécie Astyanax altiparanae que é exótica (introduzida);
·         A rara “Piaba” que atualmente se encontra em processo de extinção que denomina a seguinte espécie Glandulocauda caerulea. Outra espécie de peixe que recebe popularmente o nome de Piaba é a Mimagoniates microlepis;
·         O “saicanga” que é o peixe Oligosarcus longirostri;
·         O “canivete” que cientificamente é conhecido por Choracidium zebra;
·         O terror dos banhados a “traíra” conhecida cientificamente por Hoplias aff. Malabaricus;
·         O raro e em processo de extinção “candiru” (Trichomycterus castroi). Porém, existe o Trichomycterus davisi e o Trichomycterus sp., que são mais “comuns” e em maior número nos rios do interior tamandareense;
·         O “tamboatá” (Callichthys callichthys);
·         As Coridoras: Corydoras paleatus e a Corydoras ehrhardti;
·         Os “cascudos”: Hypostomus derbyi e o Rineloricaria sp.;
·         O “cascudo-roseta” (Ancistrus abilhoai);
·         O “bagre” (Heptapterus stewarti);
·         O “jundiá” (Rhamdia quelen);
·         Os “tuviras”: Gymnotus aff. Carapo e o Gymnotus pantherinus;
·         Os “barrigudinhos” Phalloceros harpagos e o Poecilia vivipora;
·         Os “carás” ou “acarás”: Cichlasoma cf. paranaense, Geophagus brasiliensis e o alienígena Tilapia rendalli;
·         O raro “muçum” Synbranchus marmoratus que até a década de 1970 era facilmente encontrado em córregos na cidade;
·         O tradicional, porém alienígena à fauna fluvial o peixe “carpa” (Cyprinus carpio).
Além de peixes, a fauna fluvial tamandareense abriga crustáceos, e o principal é o caranguejo (Aegla schmitti e o Aegla sp.) no contexto das informações prestadas pela Bióloga Odete Lopes Lopes, especialista em crustáceos do Museu de História Natural de Curitiba.

Também são encontrados moluscos como o marisco e a ostra de “água doce” identificados a partir das informações de Ismael Fabrício Zonardini na obra Boletim do Instituto de Defesa do Patrimônio Natural, p. 5-7, ou seja: Diplodon expansus, Anodontites tenetriocosa, Diplodon multistriatus, Diplodon charricams e a Diplodon susositus que ainda podem ser encontrados nos rios do interior do município, onde a poluição é menor. 

Caranguejo de rio (Aegla sp.)
Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, 2011

domingo, 8 de dezembro de 2013

REFERÊNCIA DE OCUPAÇÃO DO FUTURO TERRITÓRIO DE TAMANDARÉ MAIS ANTIGO ATÉ A PRESENTE PESQUISA

CAPELA DE SANTO ANTONIO AS MARGENS DA RODOVIA DOS MINÉRIOS QUE CRUZA O BAIRRO TRANQUEIRA.

Segundo o contexto do documento oficial de medição do “Rossio de Curitiba”, datado de 17 de setembro de 1721, assinado pelo escrivão da Câmara da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Gonçallo Soares Pais, existe a ocorrência de referência do possível marco inicial de Tranqueira localizado no antigo território do “Butiatuba”, como é possível perceber no texto do referido documento: “(...) foram ao marco da outra banda do rio chamado rio da Vila no primeiro espigão onde tinham chegado com a medição, e daí mediram pelo mesmo rumo (nordeste) para o Mato Grosso, atravessando a estrada que ia do sítio de João Alves Martins para o Butiatuba chamada Tranqueira, onde puseram uma cruz um pau para se saber que por aí chegava o rossio e daí foram com a medição pelo Mato Grosso adiante ao rumo do rio de Barigui, mediram 900 braças craveiras, e do dito rio não passaram por servir o rio de testada e aonde chegaram afinal com a medição e onde fazia um córrego grande, e descamparam a dita barra, e lhe fincaram duas uvaranas verdes por marco, medindo a barra do dito córrego entre as duas estacas de uvaranas; outrossim, fizeram uma cruz em um pinheiro grande mesmo na dita barra”[1].

TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:



[1] LOPES, José Carlos Veiga. Aconteceu nos Pinhais: subsídios para as Histórias dos Municípios do Paraná Tradicional do Planalto. Curitiba: Editora Progressiva, 2007, p. 16. (Observação: a destacada obra utilizada como referência nesta pesquisa possui textos compilados de documentos “adaptados à linguagem atual” sem alteração de seu teor em relação ao original extraído do BOLETIM DO ARCHIVO MUNICIPAL DE CURYTIBA).

sábado, 7 de dezembro de 2013

BAIRROS DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

Foi com grande satisfação saber que o senhor Jorge Estevam de Souza, presidente do jornal tamandareense Pactos e Fatos reservou um espaço em seu periódico para contar a história dos bairros tamandareenses tendo como fonte o livro "Considerações Históricas e Geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR". Publicação na edição do Pactos e Fatos de Novembro de 2013, n°63.



Para visualizar ou baixar o livre CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR, acesse o link: 
http://issuu.com/kotovski/docs/considera__oeshistoricasdetamandare    (PARTE 1)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

RIO BARIGUI

O maior rio tamandareense é o Barigui (Barigoihy como era conhecido em 1721 segundo o documento “Termo de medição da quadra do rusio, /1721 da Villa Nossa Senhora da Lux dos Pinhais”, cuja denominação tem origem no dialeto tingui, que segundo a pesquisa de Luiz Daniel Cleve publicada no “Almanach Paranaense 1896”, p. 141, significa: “Yba – Braço/igui – deste, daquele, dele/hy – rio” que se apresenta com a literalidade: “Rio em forma de braço” ou “braço daquele rio” (referência a sua relação com o Rio Iguaçu). Porém, o vocabulário Tupi cita que o significado é “mosquito daquele rio” que possivelmente esteja ligado ao inseto díptero da família dos Psicodídeos, gênero Phleboto-mus conhecido popularmente por mosquito-palha, mosquito-pólvora, borrachudo entre outros. As duas explicações são confirmadas pelo periódico paranista “ALBA – Amigos do Livro e das Belas Artes de 1938 sob a direção de Romário Martins”, p. 15, que cita a variação “mbarigui” – mosquito, além de informar que na pesquisa de Macedo Soares é observado que existia uma tribo denominada de Barigui que habitava as proximidades do rio em Curitiba.
 O rio nasce na Serra da Betara no encontro com o Arroio Antônio Rosa no Bairro de Areias, cortando o município na direção norte-sul por aproximadamente 19 km e deságua no Rio Iguaçu em Araucária completando 67 km de extensão aproximadamente. O rio é afluente da margem direita do Rio Iguaçu.

A área total de drenagem da bacia do rio Barigui é de 279 km², sendo 120 km² no município de Almirante Tamandaré, 144 km² no município de Curitiba, e 15 km² no município de Araucária. O padrão de drenagem é predominantemente dendrítico, ou seja, forma uma rede de drenagem cujos rios correm em todas as direções.

TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR que pode ser visualizado nos links:

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Biblioteca Pública Municipal de Almirante Tamandaré

Ligado à Educação, Cultura e à difusão de conhecimento, a população se manifestou de forma mais explícita no município em 18 de março de 1972, quando nas dependências da Inspetoria de Ensino Municipal realizou-se às 17 horas a inauguração da pioneira Biblioteca Municipal de Almirante Tamandaré.
Segundo a reportagem da “Tribuna dos Minérios, de 24 de março de 1972”, estiveram presentes na solenidade o Prefeito Antonio Johnson, Frei Nereu, Pároco de Campo Largo, a inspetora do ensino primário Municipal Sra. Maria Luiza Cavalheiro, o coordenador Alípio José Gonçalves representando a Editora Broliani, pais de alunos e professores.
Inicialmente, essa Biblioteca contava com um número de aproximadamente 380 volumes; sendo 180 conseguidos através da campanha entre os industriais, professores e pais de alunos, e os demais volumes foram uma doação exclusiva da Prefeitura local.
No início da década de 1980, a Biblioteca Municipal foi fechada, porém reaberta novamente em dezembro de 1986 no prédio vago da antiga prefeitura, em uma das salas destinadas à Secretaria de Educação com a denominação de Biblioteca Municipal Santos Dumont, a qual foi remanejada para o prédio da Estação Ferroviária da Cachoeira em 2006, em virtude da inauguração da Biblioteca Municipal Dr. Harley Clóvis Stocchero (com um acervo inicial de 1.711 livros), em 27 de abril de 2006.
Historiador Antonio Ilson Kotoviski Filho doando dois exemplares da obra"Considerações Históricas e geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR" para a Biblioteca Harley Clovis Stocchero na data de 04/12/2013. Nesta oportunidade encaminhou a doação das obras os "Símbolos e a Realidade" e "Introdução ao Universo dos Símbolos" feita pelo Acadêmico  Antonio Celso Mendes autor das mesmas.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CARACTERÍSTICAS GEOLÓGICAS E GEOMORFOLÓGICAS DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR


A história geológica da região onde se encontra o território de Almirante Tamandaré tem gênese em um passado muito longínquo, em tempos onde a vida se ensaiava a aparecer no planeta Terra e o continente africano estava há um pouco mais de 130 quilômetros da sede do município. A partir das informações de Adalberto Scortegagna, p. 29 foi provavelmente no final da Era Geológica denominada de Pré-Cambriano no Éon da Proterozoica que supostamente a base fundamental do relevo do Primeiro Planalto Paranaense onde se encontra o território tamandareense se formou.
No que tange o informativo da Mineropar “Sítio Geológico/O Karst e a Formação Capiru/As rochas de Almirante Tamandaré” é informado “que a região de Almirante Tamandaré e do Circuito da Natureza, já foi mar. Um mar que existiu há 1 bilhão de anos, quando a distribuição dos continentes era muito diferente da atual. Difícil imaginar como era a paisagem, porém com certeza havia praias com areias, rios chegando ao mar, sedimentos de fundo do mar e recifes. Com o passar do tempo estes sedimentos os consolidaram e viraram rochas, inicialmente sedimentares (as areias viraram arenitos) e depois com os esforços originados pelos movimentos da Terra elas se transformaram em rochas metamórficas (o arenito se transformou em quartzito). Hoje as rochas originadas neste antigo ambiente são colocadas na Formação Capiru, um termo geológico para agrupar as rochas que tem uma mesma posição no espaço, no tempo de origem”.
Em relevância a este contexto, as características físicas que se apresentam em grande parte do seu território se dispõem sobre um relevo ondulado e montanhoso, com grandes desníveis altimétricos, pois o mesmo se encontra a 950 metros de altitude em relação ao Oceano Atlântico, sendo seu ponto culminante localizado no Bairro do Morro Azul junto às coordenadas 25º16’41.83”S e 49°19’34.72”O alcança 1.217 metros. Ele desenvolveu-se orientado por uma sucessão de espigões alongados e vales em “V” profundos (espigões separados por pequenas planícies e vales alongados).
Pelo fato do território tamandareense estar localizado junto ao Primeiro Planalto Paranaense carrega diversas semelhanças dele, visto que o mesmo é caracterizado pela presença de relevo colonizo e pode ser dividido em duas subzonas distintas, uma exibe aspectos de Mar-de-Morros, relacionados às rochas magmáticas; a outra exibe colinas mais alongadas, com topos mais suaves.
O terreno da cidade é na maior totalidade formado por solo de cambissolos, e uma pequena porção é de podzólica vermelho-amarelada, mais especificadamente, é predominante as seguintes classes de solo, segundo informa Pedro Martim Kokuszka em sua obra “Nos Rastros dos Imigrantes Poloneses”, p. 155: “Ca5 – Cambissolo Álico Tb A proeminente textura argilosa; Lva 13 – Associação Latossolo Vermelho Amarelo Álico relevo ondulado + cambissolo Álico Tb textura argilosa; PE4 – Podzólico Vermelho-Amarelo Tb textura média argilosa, relevo forte ondulado e montanhoso; PV6 – Podzólico Vermelho-Amarelo Álico Tb, textura média argilosa, relevo suave ondulado e ondulado; Led3-Latossolo Vermelho-Distrófico textura argilosa, relevo suave ondulado.
No contexto das informações presentes no “Inventário turístico municipal de Almirante Tamandaré – Paraná” elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, p. 16, o terreno da região de Almirante Tamandaré está assentado predominantemente sobre rochas calcárias com alto poder de dissolução, sendo comum nessas áreas notória presença de dolinas (depressões por subsistência de solo), sumidouros, ressurgências e cavernas típicas de terrenos cársticos. Ocorrem muitas lavras (pedreiras) que exploram as rochas calcárias (dolomíticas e calcíticas).

Relacionado às informações mencionadas, o “Inventário turístico municipal de Almirante Tamandaré – Paraná” cita que em Almirante Tamandaré são encontradas duas unidades geológicas: Complexo Atuba ou Embasamento Cristalino, que abrange 7,17% do município, encontrado em sua parte sul; e o Grupo Açungui, que abrange 92,83% da área formando o aquífero karst (carste).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

COPA FOLHA DE TAMANDARÉ

Nada data de 29 de novembro de 2014, teve inicio mais uma Copa Folha de Tamandaré. Para marcar este fato, um breve histórico da Copa.
Para saber mais visite o livro "CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ -PR" no link:   

"Leônidas Dias criou em 1984 a Copa Folha de Tamandaré, inicialmente abrigando agremiações da cidade de Almirante Tamandaré, e da região Norte de Curitiba. A feliz iniciativa foi crescendo e ganhou notoriedade abrangendo maior número de participantes, não só da cidade como também de toda a Região Metropolitana. Grandes clubes amadores de renomes compostos por elencos de ex-profissionais passaram a tomar parte na referida competição tornando-se um evento futebolístico tradicional e um dos mais importantes e de referência no Brasil, depois da Taça Paraná ou paralela a ela no contexto do futebol amador.
A histórica primeira edição da competição começou no último domingo de outubro de 1985, contando com a participação de 14 equipes: Tranqueira A, França Machado, Unidos do 14, Caldeirão, São Jorge, Guaraituba, Novo Horizonte, Tanguá, União Ahú, XIV de Dezembro, Calcoagro, Vasco da Gama, Tranqueira B e América de Colombo. A decisão ocorreu em março de 1986, quando sagrou-se campeão o Calcoagro, representante da própria cidade sede (Almirante Tamandaré). O vice- campeão foi o União Ahú, de Curitiba.
O ano de 1989 trouxe várias novidades que acabaram se tornando uma solenidade tradicional e indispensável que marca oficialmente a abertura da Copa Folha de Tamandaré. A 5ª Edição contou com a apresentação em forma de desfile das 31 agremiações participantes, seguida da eleição da Rainha da Copa Folha e um posterior Torneio Início realizado em 08 de outubro no Estádio do União Ahú.
A participação no desfile até a presente pesquisa é obrigatória, caso a agremiação não participe ocorre a eliminação da mesma. A 11ª Edição da Copa Folha, contou com a maior eliminação de sua história, foram 8 agremiações eliminadas do torneio das 28 inscritas.
 A solenidade inaugural desta nova fase contou com a presença de ilustres autoridades, como o Deputado Estadual Algaci Tulio, o Prefeito de Curitiba Jaime Lerner e o Prefeito de Tamandaré Roberto Perussi, além de outros. A agremiação campeã do desfile foi a Associação Campo Largo. O pioneiro concurso da Rainha da Copa Folha foi ganho pela representante do Independente Roma Futebol Clube (Almirante Tamandaré).
Outra característica que marca a Copa Folha de Tamandaré é a homenagem em forma de denominação dos grupos da competição com nomes de pessoas saudosas que colaboraram com ações para melhorar o esporte e a sociedade.
Para efeitos de curiosidade duas personalidades da cidade disputaram como atletas a copa antes de serem prefeitos, ou seja, Cezar Manfron e Aldnei Siqueira (Caldeirão).
Calcoagro, o primeiro campeão. Iniciou a competição com uma derrota para o Vasco por 3X1. Em pé: Luiz Carlos Lovato (Ito), Imério Milek, Pulo Lovato (Pararaca), Willer Ariel Chevônica, Oilson Cordeiro (Cissão), Jorge Lovato, Amarildo Gulin, Vicente Lovato. Agachados: Otavio Kotoviski, Adilson Mocelim, (...), Adilson (Cobrinha), Marcos Marodin, Daniel Lovato, (...)/Foto: Folha de Tamandaré, 01/11/1985. 

domingo, 1 de dezembro de 2013

LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

A localização geográfica do município brasileiro de Almirante Tamandaré se estabelece junto às coordenadas 25° 18' de latitude Sul e 49° 18' de longitude Oeste em relação ao Meridiano de Greenwich, sendo sua sede (Prefeitura Municipal) o marco referencial.
A partir desta informação, o território tamandareense possui atualmente 191,11 km² estando estabelecido sobre o Primeiro Planalto Paranaense, limitado ao Sul pelo território de Curitiba, capital do Estado do Paraná; a Leste pelo território do município de Colombo; ao Norte pela cidade de Rio Branco do Sul; a Noroeste pelo município de Itaperuçu; e por fim a Oeste pela cidade de Campo Magro.
Devido a essa localização, o município sofreu e sofre efeitos da proximidade com a Capital. Porém, esta condição não foi exclusiva dele e da região, uma vez que este era um efeito dos muitos relacionados com o processo de urbanização das grandes cidades e capitais que se desencadeou de forma notória na década de 1970. Em decorrência dessa nova configuração espacial do território nacional ocorreu o advento da Lei Complementar nº 14, de 08 de julho de 1973, sancionada pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici, que expressava o estabelecimento das Regiões Metropolitanas das grandes cidades brasileiras. No que tange esta lei, o parágrafo 6º cita que o município de Almirante Tamandaré faz parte integrante da Região Metropolitana de Curitiba.
Na atualidade, a partir das informações colhidas junto à Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), o município se encontra com um grau muito elevado de integração com a Capital do Estado do Paraná.