domingo, 20 de outubro de 2013

FOLHA DE TAMANDARÉ nº 795/9-15 de outubro de 2013.

O PRIMEIRO FORNO CONTÍNUO DE QUEIMA DA CAL DO BRASIL

Segundo os relatos do Senhor. Generoso Cândido de Oliveira, o primeiro forno continuo construído na cidade, foi obra do italiano de Eduardo Canziani. O qual construiu este forno fundamentado em uma planta feita por engenheiros na Itália trazida pelo seu filho Zizi Canziani. Ou seja, este fato já remonta o ano de 1912 e também é confirmado nos relatórios históricos de Hermenegildo de Lara[1].
No dia 12 de setembro de 1912 o Padre Martinho Maiztequi fez a benção do importante empreendimento. Inicialmente trabalharam dois foguistas e sua produção era de 200 a 250 toneladas mensais. Sendo a matéria prima retirada da pedreira dos Buzatos. Sendo a produção escoada através do trem até Santa Catarina e Rio Grande do Sul[2].
Este forno era quadrado, e se localizava, onde fica a contemporânea  Empresa Cal Hidra, na Rua Antonio Bini. O qual foi comprado por Carlos Macedo. Anos depois foi vendido para o seu Antonio Bini em sociedade com Domingos Scucato, Angelo Buzato e Bernardo Grarachenski[3]. Sendo posteriormente a parte do senhor Angelo Buzato e do senhor Grarachenski sendo vendida a seu Domingos e seu Antonio Bini. Diante deste fato, a Firma Scucato & Companhia, possuía uns dos primeiros ou o primeiro forno de Cal continuo construído no Brasil[4] como também foi dono deste forno a Produtora de Cal Tamandaré Ltda (sócio-gerente Ambrósio Bini, filho de Antonio Bini e seu Atílio Bini)[5]

Em sua história este saudoso forno quase foi tombado como patrimônio cultural do Paraná. O problema do seu não tombamento se deu pelo fato do Estado querer realizar isto sem proceder com a devida indenização para com os donos do terreno e do forno. Ou seja, o local seria simplesmente desapropriado de graça[6].
1º Forno contínuo de queima da pedra da cal, da cidade retratada na pintura feita por Jacira Bini Perussi em 2000 e presenteada ao senhor João Antonio Bini/Foto: Antonio Kotoviski Filho, abril de 2011.

[1]              LARA. Hermenegildo de. Dados Biográficos do inesquecível Senhor Ambrosio Bini. Curitiba: 18 de abril de 1985.
[2]              Primeiro forno de Cal de Almirante Tamandaré. Pesquisa realizada pelas professoras: Valdirene do Rocio Buzato (Escola Alvarenga Peixoto), Carmem L. Cavassim Nascimento (Escola Municipal Alexandre Perussi, Simone Lovato (escola Municipal de Tranqueira). Sendo entrevistados os senhores Pedro Bini (filho de Antonio Bini), Antoninha Gulin, Harley Clovis Stocchero e Ersilha Stocchero. Documento da década de 1980.
[3]              Relato de seu Generoso Cândido de Oliveira, 2002 /Relato de João Antonio Bini, abril de 2011.   
[4]              TRIBUNA DOS MINÉRIOS. Centenário de Domingos Scucato/por Verginia Siqueira Neta. Ano XII, nº 273, 23 de setembro de 1979.
[5]              LARA. Hermenegildo de. Dados Biográficos do inesquecível Senhor Ambrosio Bini. Curitiba: 18 de abril de 1985.
[6]              Relato de João Antonio Bini, abril de 2011.

sábado, 19 de outubro de 2013

ROTARY E O JANTAR DANÇANTE DA QUIRERA

No ano de 2000, iniciava-se o tradicional Jantar Dançante da Quirera, organizado pelo Rotaract, com objetivos filantrópicos. Sempre realizado no Segundo semestre do ano[1]. Porém, se deve destacar que o Rotary Club de Almirante Tamandaré já realizava este tradicional Jantar Dançante sob o nome de Baile da Quirera já transcendente a sete de abril de 1989. O cardápio do jantar é a tradicional quirera com suam acompanhada pela salada de chicória ou agrião. 
A origem deste típico prato gastronômico da cidade transcende a época da colonização. Porém, só no final do século XIX os imigrantes poloneses aperfeiçoaram este prato na região, como resposta a dura sobrevivência em tempos de desbravação em seus assentamentos. Pois, observaram no milho uma cultura que poderia ser bem aproveitada e naturalmente já difundida, aliada a carne de porco que era facilmente obtida em qualquer chácara na época. Ou seja, era um alimento nutritivo e barato que foi também difundido pelos tropeiros, já que era fácil seu preparo[2].  
Em 02 de setembro de 1985, o pioneiro Rotary Clube de Almirante Tamandaré sob a presidência do Sr. João Siqueira Neto, inaugura na Rua Didio Santos, nº 43, Centro, à Casa da Amizade. Que representava a primeira fase de um projeto de Construção de um Salão Social de 240 m², para festas, bailes, reuniões e atividades culturas, tanto do próprio clube, quanto para a comunidade tamandareense. Infelizmente a Casa da Amizade não evoluiu para a segunda fase. Porém, apesar deste fato, nunca os rotaractianos deixaram de prestar auxilio e ajuda as manifestações festivas culturais religiosas no município, como também a desenvolver projetos sociais. Esta instituição segundo informações documentais já faz presença na cidade desde maio de 1978[3].


[1]              ROTARY INTERNATIONAL. 700 pessoas prestigiam o Jantar Dançante da Quirera. Disponível em: < http://www.rotary4730.org.br/jml1515/index.php?option=com_content&view=article&id=841:700-pessoas-prestigiam-o-jantar-dancante-da-quirera&catid=1:notas&Itemid=19>Acesso em: 31 dez. 2010. 
[2]              INVENTARIO DA OFERTA TURÍSTICA. Município de Almirante Tamandaré/Secretaria Municipal da Cultura e Lazer, 1994, p.15. 
[3]              FOLHA DE TAMANDARÉ. Wilson no Rotary. Ano I, nº 09, julho de 1985.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

BAIRRO RESTINGA SECA

A Região da Restinga Seca é um bairro com 2,30 Km². Área já conhecida no século XVIII, e provavelmente timidamente povoada nesta mesma época em virtude de sua proximidade com o Pacotuba. Seu nome expressa a característica natural da região, ou seja, uma região física depressiva (um buraco em meio aos morros). “seca”, porque não estava preenchida com água. Esta região se parecia com uma restinga costeira, por isto da denominação analógica dos primeiros aventureiros que passaram pela região. No entanto, a partir de meados da década de 1970 sofreu um intensivo povoamento provocado pela exploração imobiliária. 
(Capela São Francisco de Assis, prédio de 1997, porém seus alicerces datam de 11 de dezembro de 1984. Antes da Capela as missas eram realizadas nas casas de moradores da comunidade. Sendo que na data de 06 de outubro de 1985, era inaugurado o Centro Social São Francisco de Assis (salão da Igreja), com missa realizada pelo Frei Lourenço Kachuba. O qual a partir desta data serviu para os cultos. O terreno foi doado pelo senhor Vicente Govatiski e Familiares onde em 07 de 0utubro de 1984 começou a construção do Centro Social/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, maio de 2011).   

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

PRESENÇA HUMANA, DESDE QUANDO?

A cidade de Almirante Tamandaré já foi muito rica em vestígios de nativos Tinguis como é apontado nos estudos de Romário Martins, como também é possível interpretar em documentos imobiliários do inicio do século XIX referências a presença nativa em algumas regiões da cidade. Outro ponto que chama atenção são algumas lendas, sendo a mais curiosa que em uma determinada região da Sede existia um suposto cemitério indígena. No entanto, existiram boatos que em determinadas grutas calcareas que não existem mais, haviam traços de arte rupestre.
Se isto é real ou não, só uma pesquisa cientifica especializada poderá trazer respostas, não mero levantamento bibliográfico e a oralidade pura e simplesmente. Pois, a História é uma ciência. Diante disso eu seria irresponsável em repassar uma informação em livro sem a devida pericia, pois querendo ou não, um  livro para o leigo é portador de credibilidade. Neste contexto, apenas apresentarei um fato real, porém, distorcido pela oralidade.                
"Recordo de um fato, que escutei ainda criança nas conversas dos adultos, na agência do extinto banco Banestado (primeira agência bancaria na cidade, aberta em 16 de maio de 1977), onde hoje é o atual Banco Itaú. Sendo que o contexto da conversa, poderia ser uma pista para ajudar a elucidar o mistério da origem do homem americano e porque não detalhar melhor o povoamento primórdio da região de Almirante Tamandaré. Pelo menos foi o que me ascendeu na consciência, naquele momento.
Por quê?
Eis, que dentro de uma normalidade, sempre faltando dez minutos para as quinze horas, eu sempre era solicitado a levar o dinheiro arrecadado pela venda de mercadorias na loja de minha avó, para ser depositado no banco. Ao chegar lá, presenciava a rotina de sempre (banco lotado, pessoas importantes da cidade resolvendo seus problemas, gente reclamando, com pressa,...), ou seja, movimento típico de uma cidade que só contava com dois bancos na época (Banestado e o Banco do Brasil). 
Porém, como o banco estava lotado, o fim da fila estava já próximo ao pessoal que aguardava falar com o gerente. Foi neste momento, que escutei um grupo de pessoas a comentar algo, sobre um ilustre político tamandareense. O qual, havia se metido em uma enorme confusão. Pelo fato de seus funcionários que desempenhavam a sua função de explorar calcário, terem dinamitado uma pedreira na região da Ermida, onde se localizava uma gruta calcária, cujo em suas paredes, estavam dispostos raros exemplares de desenhos rupestres, feitos em tempos ainda não datados.
Para ser sincero, não sei o motivo porque este fato ficou gravado, já que mal prestei atenção. Mas, imagino que a grande chave para isto ter ocorrido, foi porque dias mais tarde, escutei outras pessoas, também comentando algo sobre o assunto, inclusive até falando sobre um processo judicial, movido pelo Ministério Público motivado pela denuncia de um grupo de pessoas, que pesquisavam aqueles desenhos. E posteriormente, porque na escola, a professora explicou sobre a arte rupestre.  
Mas só hoje, que fui “me ligar” da gravidade daquela ação cometida contra aquele patrimônio histórico/geológico, e posteriormente relacionar a importância daqueles desenhos e manifestações pré-históricas, para a melhor compreensão da história de minha cidade, do meu Paraná, de meu Brasil e porque não do meu Planeta.
Depois, de ter refletido sobre tudo isto, em questão de tão pouco tempo, voltei à realidade, e lá estava o professor de História, que aprendia mais um pouco com sua própria experiência histórica. E como sempre acontecia, o sinal tocou, para o recreio, o qual me possibilitou ir para a sala de computação, pesquisar algo na internet que falasse sobre aquele respectivo fato. Como era algo anterior a informatização dos jornais e da justiça, não obtive resultados mais apurados, para me satisfazer a curiosidade do momento. Porém, descobri que na região dos minérios, existem vários processos, movidos por ONGs e pelo próprio Ministério Público[1], contra firmas exploradoras de calcário, motivadas pela destruição de grutas, cavernas e formações geológicas raras. Independente de terem em seu interior, sinais da arte rupestre ou não. Pois, é através de uma gruta, caverna, que se apreende de forma mais objetiva e concreta, sobre a história geológica da região e consequentemente da Terra[2]".

Grutas fotografadas em 1953/provavelmente não existam mais/local e fotografo desconhecido. 


[1]              REDE LATINO AMERICANA DO MINISTÉRIO PUBLICO AMBIENTAL. Ação Civil Pública. Disponível em:<http://www.mpambiental.org/index.php?acao=pecas-pop&cod=95> Acesso em: 27 nov. 2010.
[2]              MPPR - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ. O que restou das Cavernas. Disponível em:<http://www.mp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=893> Acesso em: 27 nov. 2010.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

OS DINOSSAUROS DE FERRO

No ano de 2006 começava a chamar a atenção no pátio da ORPEC Engenharia, Indústria e Comércio Ltda, junto a Avenida Wadislau Bugalski enormes dinossauros em tamanho natural (Um Diplodoco de 27 metros comprimento por 10 de altura (erguido na década de 1990), um Tiranossauro Rex de 8 metros de altura e um Pterodonte). Porém construídos com sucata produzida pela atividade da industrial da empresa. Ou seja, o lixo foi transformado em arte através do projeto idealizado artista e Diretor Industrial da ORPEC Engenharia, Fabio Ceci Szezesniak e mais 15 amigos. A escultura chamou tanto a atenção que a própria prefeitura municipal de Almirante Tamandaré quis colocar as esculturas em um local publico e integrar os dinossauros no circuito turístico da cidade. Porém, tal possibilidade não foi possível em virtude que não existe forma de transportar a estrutura sem a desmontá-la. 
Tiranossauro Rex de 8 metros e o Pteranodonte em frente a ORPEC/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, março de 2011.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR VICENTE KOCHANY

Na década de 1970 o candidato a vereador Vicente Kochany doa o terreno onde foi construída a Escola Lamenha Grande, porém só em 1989 a escola foi denominada com o seu nome. Mas era para se chamar Serzedello de Siqueira. Pois, segundo o senhor João Antonio Bini vereador que viveu este episódio, a proposição do nome foi feita pelo vereador Reimundo Siqueira (seu Neninho). No entanto, conhecedor do contexto da história da doação do terreno, seu João Antonio Bini alertou o fato para não se cometer uma injustiça, o qual logrou êxito[1]. De suas salas começa a trajetória do  Colégio Estadual Tancredo Neves que iniciou suas atividades no ano de 1986, devido ao fato de não existir na região uma escola que atendesse os alunos que concluíam a 4ª série. Apenas em 1990 ocorreu o reconhecimento do curso de 1º Grau, sendo que no ano de 1995 foi entregue o prédio exclusivo ao colégio. Neste mesmo ano deu-se inicio ao funcionamento do curso de 2º Grau Técnico em Administração. Seu patrono foi é um político mineiro de reconhecimento nacional que foi um símbolo da luta pela redemocratização do Brasil.
Cerimônia de premiação da Corrida Rústica da Lamenha. Observe que a denominação da Escola ainda era de Serzedelo de Siqueira/Foto: Família de João Carlos Bugalski (organizador da corrida),  década  de 1990. 




[1]              Relato de João Antonio Bini, abril de 2011.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sobrenomes diferentes mas mesma família.

Um fato curioso é que muitos sobrenomes são escrito de várias maneiras, mesmo pertencendo à mesma família. Exemplos: Kotovski – Kotoviski – Kotowski – Kotowiski; Busato – Busatto – Buzato – Buzzato – Buzatto,...; Cândido de – Candido de; Lipinski – Lipski;..., Romero – Romeiro; afinal qual é o certo, se nos documentos oficiais como o do TRE-PR, expressa: em 2008 Luiz ROMEIRO Piva, em 2004 ROMERO; no relatório de 1982, Ariel Adalberto Buzzato, já em 1976 Ariel Adalberto Busato, Lourenço Alberto Buzato em 2000; Antonio Kotowski em 1972, Josélia Kotovski em 2004,... Isto sem contar a Rua Bertolina Kendrick de Oliveira – Rua Bertolina Candido de Oliveira – Rua Bertolina Kenidy de Oliveira(?); Mileck (TER-PR) – Milek. Independente de qual esta certo ou errado, fica um aviso. Atualmente, como a as famílias do município são conhecidas, este irrelevante fato hoje, não faz diferença nenhuma, porém, daqui 200 anos? É lógico, que em um livro de história como o meu, que é também baseado em documentos oficiais, pode ocorrer estas variações. No entanto são estas variações que influenciam outras, que pode ter efeitos em fatos de interpretação futura. Neste contexto em uma entrevista realizada com seu Valter Johson Bomfin, ele observou um erro que é cometido no contexto do sobrenome Bomfin. Pois, o certo segundo ele é “Bomfin” e não “Bonfim ou Bonfin”[1].
Outro exemplo, na minha carteira de motorista, aparece KotoVISki, já na de meu irmão KotoVSki. Isto sem contar que nasci em 10 de outubro. Mas meu CPF diz que eu nasci em 11 de outubro. Estas interpretações já fazem efeito. Pois, na busca por cidadania o pedido esbarra nesta variação de sobrenomes. Um exemplo que surpreende é que nenhum dos Kotovski citado é o sobrenome carregado pelo ancestral da família. Pois, observando a assinatura do meu bisavô Damião, percebe-se que o sobrenome é “Kotovcz”. Neste mesmo documento em que ele assina seu nome, que é a Carteira de Identidade para estrangeiro. Aparece seu sobrenome “Kotowski”, no contexto de preenchimento pelo funcionário responsável.     
Carteira de identidade de estrangeiro expedida apenas em 16/10/1942/Acervo Família Kotoviski).




[1]              Relato de Valter Johson Bomfin, abril de 2011.

domingo, 13 de outubro de 2013

Bairro da Caximba

O Bairro da Caximba é uma área com 2,93 km², o único bairro com denominação de origem africana, mais especificamente banta. Cujo qual deriva da palavra cachimba com origem em cacimba que significa “poço cavado até o lençol”[1], porém existe uma variação do tupi-guarani que significa “mato que gruda”[2]. É uma localidade conhecida e já habitada desde o século XIX.
Neste bairro existe o Oratório São Sebastião. Cuja, a construção recente da década de 2000, substituiu a antiga capelinha construída pela Família Bueno a mais de sete séculos. Em seu interior se encontra uma imagem de São Sebastião com mais de 100 anos. Nesta comunidade ainda se mantém a tradição das pessoas se reunirem e rezarem uma vez por semana. Segundo as informações de moradores, o encontro ocorre toda segunda-feira às seis da tarde[3]
Oratório de São Sebastião localizado no Bairro da Caximba/Foto: Antonio Kotoviski Filho, abril de 2011.




[1]             LOPES, Nei. Novo dicionário banto do Brasil: contendo mais de 250 propostas etimológicas acolhidas pelo Dicionário Houaiss. Rio de Janeiro: Pallas, 2003, p.236 e 239. 
[2]              IPPUC/PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. Diretrizes de Planejamento das Regional. 2009,  p. 125.
[3]              Relato de Adalzi Costa, abril de 2011.

sábado, 12 de outubro de 2013

CARTÃO TELEFÔNICO

Em outubro de 1998 a Telepar lança os cartões telefônicos da Série Municípios do Paraná. A qual era uma coleção de 399 cartões. O cartão número 04 desta série era o da cidade de Almirante Tamandaré. O qual teve uma tiragem de 230.000 exemplares. A estampa ilustrativa foi uma cortesia da Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré.   

Cartão da Série Municípios do Paraná 4/399. Acervo da coleção de cartão de Antonio Ilson Kotoviski Filho.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

TAMANDARÉ DEIXA DE EXISTIR

A condição de pouca importância da localidade, somou-se as diversas tensões políticas de âmbito nacional. Proporcionado pela Revolução de 30 e da Revolução Constitucionalista de 1932. Que se somaram a crise econômica mundial que ocasionou consequências para economia agroexportadora brasileira que dependia dos recursos oriundos das exportações de café. Desencadeada pela Quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929.
Eis, que ocorreu uma grande consequência negativa para a política e economia paranaense, que foram sentidas pelos cofres públicos  municipais onde muitos municípios, tiveram imensa dificuldade de se manter administrativamente e autonomamente funcionando, gerando ônus e problemas políticos que acabavam estourando no próprio Estado. Diante desta condição, muitos municípios perderam seu status autônomo e foram anexados a outros, como um remédio provisório para se enfrentar a terrível crise política e econômica que se fazia presente em todo o Brasil.
Deste contexto histórico, o município tamandareense foi vitima, pois  desapareceu dos mapas paranaenses por 18 anos, devido ao Decreto Estadual nº. 1702 de 14 de julho de 1932, sancionada pelo Interventor/Governador Manoel Ribas, que suprimiu a Vila de Tamandaré, administrada nesta época pelo Prefeito Joaquim Agge, gestão 12 de abril de 1932 a 13 de julho de 1932, que mal assumiu seu posto de autoridade máxima municipal. Já que o município passou a pertencer ao município de Rio Branco do Sul, administrado pelo Agente Administrativo Dalvino Correia no período 1932 a 1933.
Um breve alento soprou sobre a Vila, com o advento do Decreto nº 931, assinado pelo Interventor/Governador Manoel Ribas, que expressava que a partir de 03 de abril de 1933 se restaurava a autonomia municipal tamandareense. A qual teve como primeiro administrador deste período pós-restauração, o Prefeito Serzedello Siqueira no período de 12 de abril de 1933 a 30 de janeiro de 1934.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

BOLO GIGANTE

As comemorações alusivas aos aniversários de 105 (1994), 106 (1995) e 107 (1996) anos foram marcados pelos bolos gigantes que eram distribuídos para a população nos encerramentos das solenidades comemorativas no Ginásio Buzzatão.    
Por ser uma atração na época os bolos gigantes sempre foram produzidos pela Padaria e Confeitaria Timoneira, o qual era preparado com os seguintes ingredientes: 745 kg de pão-de-ló, 340 kg de nata, 320 kg de pêssego em calda, 140 kg de doce-de-leite, 42 kg de coco, 27 kg de açúcar e 1 kg de corante alimentício. Para fazer os 745 kg de pão-de-ló. Foram necessários 6700 ovos, 367 kg de açúcar, 22 kg de volumex, 15 kg de fermento. O bolo era feito em partes, depois estas partes eram montadas no formato do número referente à idade do município[1].
Bolo gigante de 106 metros/foto GAZETA ANCORADO - Ano II, nº 24, 25 de outubro de 1996.




[1]              GAZETA ANCORADO. Receita do Bolo Gigante. Ano II, nº 24, 25 de outubro de 1996.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Bairro Taboão (Almirante Tamandaré).

O menor Bairro de Almirante Tamandaré é o Taboão, com apenas 0,35 Km², cujo, região derivou do parcelamento territorial da cidade de Curitiba em virtude da autonomia de Tamandaré. Ou seja, o Taboão tamandareense é um homônimo de seu vizinho curitibano separado pelo Rio Barigui, o qual influenciou diretamente na denominação da localidade. Pois com a passagem da Estrada do Assungui pela região, ocorreu a necessidade de se fazer uma ponte. A qual provavelmente era chamada de Taboão devido às tabuas grossas de madeira que foram utilizadas para construir a ponte no século XIX. Ou seja, esta denominação é um ergotopônimo.
Antiga ponte do Taboão no final da década de 1970. Ao fundo no lado tamandareense a tradicional serralheria nesta época pertencente à família Macionki/Fonte: banner de inauguração da nova ponte em novembro de 2006 representada na segunda foto.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

ESTATÍSTICAS da VILA DE TAMANDARÉ (1907-1912)

Nos anos de 1907 até 1912, a Villa de Tamandaré, apresentou os seguintes dados estatísticos em relação a sua população: 1907 moravam na cidade 5854 habitantes; 1908 foram relatas 5927 pessoas; em 1909 habitavam o território, 6075 pessoas; em 1910 foram contadas 6227 habitantes; 1911 o município chegou a ter 6382 moradores. Já em 1912 o município cresceu e alcançou 6542 habitantes, sendo que naquele ano nasceram 200 crianças, natimortos 01, ocorreram 71 casamentos e 62 óbitos[1].  Existiam no município em 1912, apenas 6 seções eleitorais[2].
Foto: Arquivo do Seminário Santo Antônio/Década de 1940




[1]         ANNUARIO ESTATISTICO DO BRAZIL. Ministerio da Agricultura, Industria e Commercio/directoria Geral de estatística. 1º Anno, Volume I, Republica dos Estados Unidos do Brazil, rio de Janeiro: Typographia da Estatistica, 1916, p.373. 
[2]              Idem, p. 57.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O SER HUMANO NA AMÉRICA.

De onde vieram os índios, que os portugueses encontrados no Brasil?
Tudo indica que a população nativa encontrada tanto por portugueses, quanto por espanhóis na América, provavelmente tenham vindo do continente asiático e da Oceania. Pois, segundo alguns pesquisadores, o ser humano chegou a América através do Estreito de Bering, ainda no período que o planeta Terra sofria com o fenômeno da Glaciação. Pois, nesta época, o mar que banha a região, estava congelado. Ou seja, na busca por alimentos e pela própria sobrevivência, grupos humanos asiáticos nômades, provavelmente no processo de seus deslocamentos, atravessaram sem perceber, a “ponte de gelo” que ligava a Ásia e a América, que atualmente é o traiçoeiro e perigoso Mar de Bering.
Porém, ao chegar à América, resolveram caminhar para o sul. Alguns grupos, conforme iam se adaptando as regiões por onde passavam, nela permaneciam, e começavam por vários motivos ainda não elucidados de forma plausível, a se tornarem sedentários. Já outros, por não se adaptarem, continuavam nômades, e cada vez mais adentrando e se espalhando pelo território americano.
Alguns destes grupos, em sua trajetória de sobrevivência se adaptaram tão bem, que conseguiram desenvolver cultura e conhecimentos avançados demasiadamente para o período que viviam (Maias, Astecas, Incas,...). No entanto, outros continuaram estagnados, praticamente poucos evoluíram em ralação ao período da migração continental. No entanto, este processo se desenvolveu em um contexto de aproximadamente 15.000 anos. No entanto, existem divergências, quanto à data do estabelecimento do homem na América, principalmente por que existem cientistas como a pesquisadora Niéde Guidon, que defendem que o homem já faz parte do cotidiano da América, a mais de 50.000 anos.
Independente se 15.000 ou 50.000 anos, a ciência ainda não tem certeza se o homem realmente só chegou pelo caminho do Estreito de Bering na América. Isto porque, surgiu a Teoria dos Diversos Caminhos. A qual expõe, que o homem, além de ter atravessado o Estreito de Bering, também, se deslocou da região sul da Ásia, e da região da Polinésia, por via marítima. Navegando com canoas de ilha em ilha, até que m na porção sul do continente americano, onde também começaram se espalhar, só que no sentido leste, norte e sul.
No entanto, ainda não foi descartada a possibilidade de que o homem americano teve origem na própria América. Porém, falta uma prova concreta e objetiva para fundamentar esta teoria. 
Possível caminho do homem até chegar na América/Fonte: http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/08/o-surgimento-do-homem-os-primeiros.html
 

domingo, 6 de outubro de 2013

UM FATO QUE PODERIA TER SIDO EVITADO

Na década de 1970 foi perfurado o primeiro poço artesiano para abastecimento da pequena população local, pela Sanepar onde hoje fica o escritório de atendimento ao público da estatal no município. Já na década de 1980, na gestão do então Prefeito Municipal Ariel Adalberto Buzzato (1984-1988), a Sanepar, para sanear o crescente abastecimento de água no município, perfurou mais três poços artesianos com vazão de 680 metros cúbicos por hora[1], no centro da cidade. Porém os problemas que assolam a cidade tiveram inicio em 1992. Ano em que Sanepar, buscou tentar sanar o abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, explorando a água do subsolo[2].
No entanto lá pelo começo da década de noventa até o inicio do novo século, o centro de Almirante Tamandaré começou a sofrer um pequeno afundamento, mas com graves consequências, justamente causado por uma maior demanda de extração de água do subsolo iniciada timidamente na década de 1970 pela Sanepar. O qual foi marcado, pela interdição[3] em 2003 do prédio recém-construído do Colégio Estadual Ambrósio Bini. Que a propósito, havia sido alertado para a sua engenheira responsável pelo laudo de liberação do terreno onde seria executada a obra, ainda antes do seu período de construção. Que a região destinada a aquele fim, que ficava praticamente vizinho de onde se localizava a extração de água do subsolo feita pela Sanepar. Poderia corromper a estrutura da edificação. E por este motivo não se deveria construir lá.
Mas a engenheira, com ar de arrogância proporcionado pelo status de carregar um diploma. Mandou o diretor de obras municipal da época Antonio Ilson Kotovski (que não possuía competência legal para interditar a obra, já que se tratava de uma construção estadual, como também não era o Secretário de Obras), estudar engenharia. Para depois palpitar em assuntos técnicos. Resumindo, atualmente o tradicional Colégio Estadual Ambrósio Bini, se estabelece em dois prédios provisórios, para atender seus alunos. Aguardando a morosidade burocrática e uma decisão resolutiva  política estadual e municipal, para resolver o problema gerado pela falta de humildade de uma engenheira em admitir um possível erro de escolha de local da obra, que resultou na condenação estrutural de um prédio público, a ponto de inviabilizá-lo.
Ruínas do Colégio Estadual Ambrósio Bini interditado em 2003, contemporânea construção símbolo dos efeitos de construções feitas sobre áreas sensíveis do aquífero. Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, abril de 2011.




[1]              REVISTA PARANAENSE DOS MUNICÍPIOS. Especial Almirante Tamandaré.  Curitiba:  Ed. Revista Paranaense dos Municípios Ltda, Fevereiro de 1986, ano XVIII, p. 11.  
[2]              ARAÚJO. Maria Luiza Malucelli. A influência do Aquífero Carste em Almirante Tamandaré. COMEC, 2006, p. 17.
[3]              Revista Brasileira de Geofísica.  Aplicação dos métodos gravimétrico e eletroresistivimétrico-IP em área de risco geotécnico do sistema aqüífero cárstico em Almirante Tamandaré-PR. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010261X2006000300009&script=sci_arttext> Acesso em: 25 nov. 2010

sábado, 5 de outubro de 2013

Histórias que viraram estórias!

"Lá pela década de 50, a cidade não possuía uma grande população e progresso tecnológico na comunicação que desfruta atualmente. Tanto é que a energia elétrica era uma coisa rara. A tal ponto de ser produzida particularmente, como fazia meu avô Pedro, já que dispunha de um açude que proporcionava uma capacidade hidroelétrica pequena, mas que conseguia abastecer a sua casa. O mesmo fazia meu tio avô José Kotoviski.
Diante deste fato, o divertimento, geralmente eram as pessoas se reunirem nas mercearias, nas casas de conhecidos, em novenas, missas e festas de igrejas. Geralmente, os casados aproveitavam este tempo para conversar sobre os fatos do cotidiano que pertenciam. No Botiatuba, não era diferente, já que a mercearia mais visitada (a única na região) para estes encontros diários era justamente a de meu avô Pedro Jorge Kotoviski. O qual ainda para alegrar mais a freguesia e as visitas de fim de tarde, dispunha de um aparelho de rádio, que mal pegava alguns programas. Mas já era um atrativo para prender a atenção de muitos, naquela época. Pois, parece engraçado, mas as pessoas se reuniam para escutar rádio, e o mesmo ocorria com a televisão, quando ela apareceu. 
Num belo fim de tarde, como era de costume, um tradicional cliente, apareceu na mercearia (seu Vicente Krizizanoski), para comprar alguns mantimentos e bater um tradicional papo, enquanto degustava uma boa pinga. Conversa vem, vai,..., muitos assuntos ligados a vários fatos,..., até que o distinto senhor comentou que a Villa de Tamandaré iria afundar.
Espantados e ao mesmo tempo curiosos, o pessoal quis saber por quê? Então, o senhor explicou que na época em que se estava construindo o Seminário dos Padres (Seminário Capuchinho Franciscano Santo Antônio), um padre italiano engenheiro e geólogo, foi destacado para supervisionar a obra. Em consequência disso, o padre ao perceber que o solo da região da obra não era muito firme para sustentar o projeto original elaborado inicialmente o modificou. Principalmente devido a alguns testes de superfície e características da região, constatados por suas simples andanças. Eis, que facilmente observou muito lagos natural (dolinas, que se encontra atualmente na propriedade do Sr. Moacir Didoné, margeando a Rua Pedro Jorge Kotovski no Botiatuba), nascentes e rochas calcárias. Constatou então, a partir de seus conhecimentos que possuía de geologia, que a região estava disposta sobre um aquífero cárstico.
Diante disto, responsavelmente, alterou o projeto original, o que gerou certo descontentamento entre os superiores de hierarquia da Igreja, que estavam responsáveis pelo local naquele momento. Já que teriam que novamente fazer a fundação da obra. Consequentemente, o padre foi questionado do motivo. E de forma direta ele respondeu que tal providência se dava, porque poderia ocorrer que o prédio do seminário afundasse ou ficasse comprometido demais, a ponto de cair.
Os seus superiores, por falta de conhecimento técnico, não acreditaram muito na história, e continuaram questionando o padre, enquanto alguns pedreiros presenciavam e escutavam as constantes e diárias discussões que ocorriam entre os padres, toda vez que havia necessidade de se mudar ou fazer algo diferente na obra.
Fundamentado em seus conhecimentos de engenharia e principalmente de geologia, explicou: “que o grande responsável por esta limitação de edificações mais imponentes na região, era o subsolo, que apesar de ser abençoado por possuir uma abundante reserva de água, era também um perigo para o futuro não só da região, mas de algumas partes mais sensíveis a ele na cidade”.
O pessoal, meio assustado, começou a indagar o padre além de expressar que ele estava louco, já que o sacerdote não mais se referia ao destino da construção, mais de outras construções espalhadas pelo município. O padre, percebendo tal agressividade ocasionada pelo temor, acalmou a todos, expressando que tal risco, não se desencadearia tão breve, demoraria décadas e estava extremamente relacionado ao desenvolvimento de Curitiba e da própria Villa Tamandaré.
Aparentemente mais tranquilizados, porém, não satisfeitos, assim estavam o pessoal que observava e escutava atentamente aquelas palavras. Já os padres continuavam discutindo e questionando o engenheiro e solicitaram uma explicação mais elucidante do que ele havia comentado. Então o sacerdote, dentro de uma analogia em um contexto de uma previsão, explicitou que: analisem comigo, Curitiba é a capital do Estado do Paraná, onde a Sede governamental estadual se encontra a pouco mais de 17 km de onde estamos. Ou seja, a cidade de Tamandaré é grudada a capital. Diante deste fato, dentro de uma previsão plausível, Curitiba tende a crescer economicamente e populacionalmente. Em consequência desse fato, por efeito, Tamandaré, também crescerá, mesmo não sendo no ritmo da capital, mas crescerá. Então, mais gente, mais casa, comida e água. Espaço para moradia não falta em Curitiba e região. Comida, dificilmente irá faltar.
No entanto água potável, provavelmente terá que sair de outras fontes, que não sejam rios. Principalmente, porque as pessoas mais ignorantes não percebem que quando poluem os rios, diminuem a qualidade da água. A qual terá que ser tratada (na época, década de 30, isto era algo absurdo). E para tratar é muito caro e limitado. Diante deste fato, de onde sairá à água de boa qualidade? Do subsolo. E onde tem um subsolo rico em água? Na Villa de Tamandaré...
O problema então recai nesta extração, que provavelmente irá diminuir o volume de água, que é o alicerce liquido das gigantescas cavernas calcárias ocultas aos nossos olhos, que estão sob onde pisamos. Para agravar a situação, a Villa de Tamandaré, também, irá crescer populacionalmente. E isto indica mais construções sobre o solo, que querendo ou não aumentarão o peso sobre estas ocultas cavernas. Neste contexto, enquanto a reposição de água for igual ou superior ao volume de água que sai tudo isto que foi citado não terá efeito. O problema é quando o volume de água que sai, for muito maior que o que entra nas cavernas do subsolo, o qual é possível perceber, quando os poços de água das casas ou as dolinas (lagos naturais) diminuem seu volume ou secam. E quando isto acontecer, a probabilidade da cidade ou algum ponto dela afundar é muito grande, já que possivelmente o aquífero, compromete o território tamandareense pelo que observei, (atualmente se sabe que o aquífero se estende por quase 80% do subsolo da cidade).
Espantados mas ao mesmo tempo aliviados, o pessoal que observou e escutou tudo aquilo, entre ele o ilustre narrador Vicente Krizizanoski (que foi um dos pedreiros da obra do Seminário) do fato escutado pelo meu pai Antonio Ilson Kotoviski. Com o tempo foi contando esta história para outros. E como já é de conhecimento das pessoas, o repasse da história nunca era feita da mesma forma e às vezes, era distorcida involuntariamente e mal interpretada (devido ao contexto da cena presenciada), até que ela ganhou o formato como ficou conhecida entre a população mais tradicional do município. Ou seja, que o padre capuchinho, por divergência no que tange ao afrontamento o qual sofreu no desempenhar de seus serviços, saiu da Villa Tamandaré, amaldiçoando-a com o destino que a cidade iria afundar.

Este fato da maldição se refere ao episódio em que os padres discutiram a ponto de o sacerdote italiano se desligar da obra de vez. O qual de cabeça quente expressou: que não adiantava fazer uma obra em uma terra onde mais tarde iria afundar e se tornar um grande lago como também, nunca poderia ser uma cidade de fato (com prédios). E como, esta discussão foi escutada e presenciada pelos pedreiros, estes acharam que o padre engenheiro estava amaldiçoando a localidade"... 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELA EDUCAÇÃO EM ALMIRANTE TAMANDARÉ

Uma notoriedade observada na trajetória de vida dos professores de décadas anteriores a de 1960 que atrapalhava o desenvolvimento da Educação, foi o difícil acesso até a escola. Ou seja, ou os professores moravam na região da escola, ou tinham que se deslocar até a ela. Mas como naquele tempo não existia transporte coletivo, acessibilidade a automóveis e até transporte escolar, o jeito era para quem morava longe e tinha que trabalhar, se hospedar na casa de algum morador na região próxima ao trabalho. Sendo que só na sexta-feira de tarde que poderiam ir visitar seus familiares, voltando no domingo à noite. No centro da cidade, se destacou o estabelecimento comercial de seu José Ido da Cruz, que além de ser mercearia, lanchonete e restaurante era uma hospedaria. A qual abrigou muitas normalistas na década de 1950.
Porém, além da dificuldade das professoras terem que se deslocar para o trabalho. Existia outro agravante que ocorria nas escolas isoladas (escola rural). Eis, que eram as professoras que preparavam a merenda para seus alunos. Esta condição só começou a mudar a partir de meados da década de 1970. 
Este mesmo dilema era vivido por alunos que gostariam de se aprimorar mais nos estudos. Não raro era verificar moradores da sede acolhendo filhos de conhecidos que moravam no interior do município. No entanto, esta condição mudou no final da primeira gestão do prefeito Roberto Perussi. Pois, a prefeitura adquiriu um micro-ônibus que fazia este serviço. Porém de forma limitada. 
Grupo Escolar construído em 1912 (não existe mais)/Foto:  Zélia Viana, década de 1920. 















quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Um prédio histórico.

O prédio que atualmente serviu de sede das Escolas Jaci Real Prado de Oliveira, Escola Eurípedes de Siqueira,..., que também abrigou o Depósito de Medicamento da Saúde e o Fórum da Comarca de Almirante Tamandaré foi construído na década de 1940 (1947)[1], junto a Rua Coronel João Candido de Oliveira. Cujo seu objetivo geral, inicialmente  serviu como um Posto de Misto de 2ª Classe (posto de saúde). Posteriormente na década de 1970 se tornou o Hospital e Maternidade Almirante Tamandaré, onde permaneceu como hospital até o inicio da década de 1980, onde voltou a ser posto de saúde. Já o Hospital passou a funcionar no prédio localizado na Rua Lourenço Angelo Buzato.

















(Construção da década de 1940, que abrigou o primeiro hospital e maternidade da cidade e posteriormente serviu para acomodar o Fórum. Foto: Alessandra C. de Souza, outubro de 1995).

[1]              Placa de inauguração do prédio e  GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. A concretização do plano de obras do Governador Moyzés Lupion 1947-1950. (Arquivo Publico do Paraná, Ano 1947-1950 MFN 1146, Moysés Lupion), p. 84.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O ASFALTAMENTO DA SEDE MUNICIPAL.

Em 1976, o Jornal Tribuna dos Minérios tecia o seguinte comentário: “Felizmente aquele barreiro que tínhamos no centro da cidade nos dias de chuva, não se vê graça ao asfalto”. Isto se deve que no final da gestão do seu Eurípides Siqueira, ocorreu o asfaltamento da atual Rua Coronel João Cândido e da (Rua 1) atual Avenida Emilio Johnson. Consideradas as mais importantes da sede do município naquele momento histórico. Porém, só 11 anos depois, em 1987, na gestão do Prefeito Ariel Buzatto, que foram asfaltadas as ruas que cruzam a Avenida Emilio Johnson[1]: Rua Antonio de Siqueira, Rua Lourenço Angelo Buzato, Rua Didio Santos, Rua Frei Mauro, Rua Fredolin Wolf, Rua Antonio Zem, Rua Athaíde de Siqueira e a paralela Rua José Carlos Colodel (obs. apenas a parte central). Pois, a Rachel Candido de Siqueira foi asfaltada pelo Estado em 1996 na gestão do Prefeito Cide Gulin. Já a Rua Bertolina K. de Oliveira, recebeu asfalto na 1ª gestão do prefeito Cezar Manfron, assim como a Rua Paulo Bini, rua João Baptista de Siqueira.


















Rua principal de Timoneira (atual Coronel João Candido de Oliveira). Estrada de terra, mato, e praticamente quase em frente, a antiga Sociedade/ Foto: Banner da Biblioteca Municipal Harley Clóvis Stocchero, 1946.

[1]              FOLHA DE TAMANDARÉ. Sede de Tamandaré com Benefícios. Ano II, nº 48, maio de 1987, p. 03. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SOCIEDADE SÃO MIGUEL

Uma região que contava com uma sociedade cultural foi a localidade de São Miguel, fundada em 16 de agosto de 1931 sob a denominação de Sociedade Operaria Beneficente Casemiro o Grande, cujo, denominação foi alterada em 1º de maio de 1938 para Sociedade Operaria e Beneficente São Miguel. A qual foi novamente alterada seu nome para Sociedade Agrícola Beneficente e Recreativa São Miguel em 1º de junho de 1939. Esta ultima mudança de denominação se deu em virtude da expressão “operaria”, a qual não condizia com a atividade realizada na região que era exclusivamente agrícola. Por este motivo que passou a se utilizar a expressão “rural”. Infelizmente a sede da sociedade também terminou em chamas na década de 1980[1].
Segundo o relato do padre Wendelin Swierczek é possível identificar a existência de uma sociedade cultural fundada por poloneses na Lamenha, desde 1893. Cujo, o nome era Sociedade Santo Izidoro[2].
Sociedade Agrícola Beneficente e Recreativa São Miguel, não existe mais/ Foto: INES MATUCHESKI ROHER



[1]              KOKUSZKA. Pedro Martim. Nos Rastros dos Imigrantes Poloneses. Curitiba: Ed. Graf. Arins, 2000, p. 55-63.
[2]              SWIERCZEK, Wendelin. Na seara do semeador. Curitiba: Vicentina, 1980, p.149.